Marvin Harrison Jr.: por que a carreira na NFL ficou abaixo da expectativa
Análise revisita o prestígio do prospecto, os números em Arizona e a possibilidade de recomeço em outra equipe.
A possibilidade de troca de Marvin Harrison Jr. surge pouco mais de dois anos depois de ele chegar à NFL como um dos prospectos mais elogiados de sua classe. Na análise de Frank Schwab, o contraste entre aquela expectativa e a produção pelos Cardinals explica a atenção em torno de um possível recomeço.
Arizona prepara uma negociação, segundo relato da ESPN citado no texto, mas o destino e a compensação ainda não haviam sido revelados. Harrison seria preservado contra os Lions enquanto o acordo fosse encaminhado.
Um prospecto que parecia uma escolha segura
No draft de 2024, Harrison foi o quarto escolhido, depois dos quarterbacks Caleb Williams, Jayden Daniels e Drake Maye. Era amplamente considerado o melhor jogador de outra posição disponível.
O prestígio vinha de Ohio State. Em 2022, produziu 1.263 jardas e 14 touchdowns. No ano seguinte, mesmo após a saída de C.J. Stroud para a NFL, somou 1.211 jardas e outros 14 touchdowns.
Também teve atuações importantes contra adversários fortes: 185 e 162 jardas em jogos contra Michigan, 102 jardas e dois touchdowns diante de Penn State e destaque contra Georgia na semifinal universitária.
Harrison não participou dos exercícios do combine nem de uma demonstração tradicional para os avaliadores. A decisão era incomum, mas sua produção já o colocava entre os principais nomes do draft.
A produção não sustentou o entusiasmo
Como calouro, terminou com 885 jardas e oito touchdowns. A atuação de 130 jardas e dois touchdowns contra os Rams em seu segundo jogo pareceu uma amostra do que viria. No entanto, só alcançou outras 100 jardas uma vez depois daquela partida.
Em 2025, lesões limitaram sua participação a 12 jogos, com 608 jardas e quatro touchdowns. Durante sua ausência, Michael Wilson produziu três partidas acima de 100 jardas e outra de 99.
Wilson recebeu em setembro uma extensão de três anos e US$ 75 milhões. O contraste fortaleceu a percepção de que o ataque havia encontrado uma opção mais produtiva.
Harrison teve apenas uma recepção nas duas primeiras semanas de 2026. Vídeos de suas rotas alimentaram críticas sobre esforço e explosão. Schwab trata esses lances como parte da avaliação negativa, sem apontar uma explicação única para a distância entre o talento universitário e o resultado profissional.
Após quatro partidas, o recebedor tem cinco recepções, 85 jardas e um touchdown. Nos 33 jogos de sua carreira até o período analisado, soma 108 recepções, 1.578 jardas e 13 touchdowns.
Um novo ambiente pode ajudar, mas não garante evolução
Aos 24 anos, Harrison ainda tem tempo para desenvolver o potencial que o levou ao topo do draft. Outra equipe pode oferecer um contexto diferente e uma nova oportunidade.
Para Schwab, porém, a mudança de uniforme não apaga as perguntas criadas pela passagem por Arizona. O possível comprador apostaria no jogador que Harrison ainda pode se tornar, depois de uma produção que ficou abaixo do que se imaginava em 2024.