McVay deve manter as chamadas do ataque dos Rams, avalia coluna
JB Scott usa as mudanças nos Broncos e Texans para defender que o técnico dos Rams siga responsável pelas jogadas ofensivas.
Sean McVay deveria continuar chamando as jogadas ofensivas dos Rams. Essa é a avaliação de JB Scott, que vê nas mudanças recentes dos Broncos e Texans um argumento para preservar a principal especialidade do treinador.
Sean Payton retomou as chamadas do ataque de Denver, antes nas mãos de Davis Webb. A equipe começou 2–2 após chegar à final da AFC na temporada anterior, e Bo Nix soma cinco touchdowns e três interceptações. Na quinta-feira, Payton anunciou a mudança, associando a decisão à própria experiência e aos instintos.
Em Houston, DeMeco Ryans voltou a comandar as chamadas defensivas de Matt Burke depois de quatro derrotas. A defesa, uma das melhores da NFL nos dois anos anteriores, apresentou falhas de comunicação e rendimento abaixo do talento disponível. Em 2025, Burke havia recebido a função após um início 0–3; agora, o movimento foi inverso.
O limite das mudanças de função
Scott pondera que trocar o responsável pelas chamadas não transforma o sistema de uma hora para outra. O repertório permanece parecido, ainda que a seleção de jogadas mude. Mesmo sem executar essa tarefa diretamente, o técnico principal continua participando das decisões durante as partidas.
Formar futuros treinadores principais pode ajudar uma franquia a atrair profissionais, mas o autor considera que essa não deve ser a prioridade dos Rams. O salário de aproximadamente US$ 15 milhões anuais citado para McVay se justifica, em sua avaliação, pela vantagem que oferece com o sistema e as decisões ofensivas.
Delegar a função a Nate Scheelhaase apenas por seu potencial de chegar ao comando de outra equipe seria um erro, segundo a coluna, mesmo diante da possibilidade de compensação com duas futuras escolhas de terceira rodada.
Para Scott, Payton e Ryans mostram que ocupar o cargo de treinador principal não exige abandonar a habilidade que levou cada um até lá. Os ajustes feitos em outubro são uma tentativa de corrigir o desempenho. McVay, conclui o autor, tem razões para continuar comandando pessoalmente o ataque.