Notas do PFF dos Chargers: Hart se destaca em derrota sem touchdown do ataque
Cam Hart recebe 89,1 contra os Chiefs; análise reúne as cinco melhores e piores notas de cada unidade dos Chargers na Semana 6.
O Los Angeles Chargers chegou à semana de folga com o ataque na última posição da NFL em EPA por jogada, indicador de pontos esperados adicionados. Na derrota para o Kansas City Chiefs, a unidade atingiu outro ponto baixo: pela primeira vez na temporada, terminou uma partida sem touchdown.
Os seis pontos não vieram de nenhuma das três perdas de posse provocadas pela defesa. Essas oportunidades terminaram em dois punts e em um turnover do próprio ataque. Mesmo com a bola na linha de uma jarda e quatro descidas para tentar entrar na end zone, Los Angeles precisou se contentar com um field goal.
Na análise de Michael Peterson, a sequência aumenta a expectativa de mudanças durante a folga. O autor questiona a continuidade do coordenador Mike McDaniel, mas isso não representa uma saída confirmada. As notas do Pro Football Focus ajudam a detalhar os desempenhos na Semana 6.
Ataque: melhores notas
| Jogador | Posição | Nota |
|---|---|---|
| Ladd McConkey | WR | 70,3 |
| Travis Burke | OT | 68,7 |
| Jake Slaughter | C | 64,9 |
| Derius Davis | WR | 61,3 |
| Justin Herbert | QB | 60,5 |
McConkey voltou após perder duas partidas, mas participou de apenas oito snaps antes de sair com uma nova lesão, desta vez na cabeça. Sua única recepção, para 17 jardas, quase bastou para liderar a equipe. O maior ganho acabou sendo a recepção de 57 jardas de Quentin Johnston.
Burke continuou sendo, na avaliação de Peterson, o melhor jogador saudável da linha ofensiva dos Chargers. Teve resultados equilibrados, com 65,5 na proteção ao passe e 68,0 nos bloqueios para as corridas.
Slaughter cometeu duas faltas, incluindo um holding especialmente custoso perto da end zone, com a bola na linha de uma jarda. Ainda assim, recebeu 75,6 na proteção ao passe, melhor nota da linha, e 67,7 nos bloqueios terrestres.
Ataque: piores notas
| Jogador | Posição | Nota |
|---|---|---|
| Logan Taylor | OG | 40,5 |
| KeAndre Lambert-Smith | WR | 46,7 |
| Johnston | WR | 47,6 |
| Keaton Mitchell | RB | 49,3 |
| Oronde Gadsden II | TE | 49,4 |
Taylor voltou a sofrer atuando como guard, fora de sua posição de origem. Seus 47,0 na proteção ao passe foram a segunda pior nota do grupo, acima apenas de Alex Harkey. Nos bloqueios terrestres, os 37,9 ficaram na última posição da linha ofensiva.
Lambert-Smith cometeu duas faltas e perdeu um fumble em uma recepção que, sem a perda de posse, teria resultado em primeira descida.
Johnston teve mais um drop, mas também conseguiu a jogada mais longa dos Chargers na temporada, com a recepção de 57 jardas. Peterson observa, em tom irônico, que a bola pareceu ficar presa entre seu braço e a proteção do ombro durante a queda, numa recepção pouco convencional.
Defesa: melhores notas
| Jogador | Posição | Nota |
|---|---|---|
| Cam Hart | CB | 89,1 |
| Marlowe Wax | LB | 81,5 |
| Troy Dye | LB | 76,3 |
| Tony Jefferson | S | 73,4 |
| Isas Waxter | CB | 72,1 |
Hart interceptou Patrick Mahomes na end zone e chegou à segunda interceptação da temporada. Permitiu apenas uma recepção para quatro jardas e recebeu 91,1 em cobertura, nota considerada de nível de elite na análise.
Wax e Dye somaram apenas 15 snaps, mas aproveitaram a participação reduzida: ambos tiveram notas acima de 70,0 na defesa contra a corrida e em tackles.
Jefferson ficou em segundo lugar na equipe em tackles, com 81,9; terceiro na defesa contra a corrida, com 69,3; e quarto em cobertura, com 69,0.
Defesa: piores notas
| Jogador | Posição | Nota |
|---|---|---|
| Genesis Smith | S | 29,2 |
| Del'Shawn Phillips | LB | 29,5 |
| Deane Leonard | CB | 33,1 |
| Teair Tart | DT | 37,0 |
| Tuli Tuipulotu | EDGE | 43,0 |
Smith continuou alternando bastante em seu ano de estreia. Os 95,0 da Semana 3 destoam de três partidas com nota de 35,5 ou menos, duas delas abaixo de 30,0.
Os tackles vinham sendo um ponto mais constante: nos cinco primeiros jogos, ele recebeu pelo menos 75,2 nesse fundamento. Contra os Chiefs, cedeu apenas uma recepção, mas ela foi importante: Travis Kelce avançou 12 jardas numa terceira para 11 e renovou as descidas.
Phillips teve a pior nota de cobertura da equipe, 29,8. Os três passes lançados contra ele foram completados, para 62 jardas, das quais 28 vieram depois da recepção. Sua nota de tackles, 26,9, também foi a mais baixa do time.
Leonard permitiu duas recepções em dois alvos, para 32 jardas, e foi punido por interferência de passe. Peterson considera essa marcação equivocada; essa é a avaliação do autor sobre a arbitragem.
Tart terminou com a pior nota da equipe contra a corrida, 34,0.
Tuipulotu recebeu 45,0 na defesa terrestre, segunda pior marca, e 42,7 em cobertura, quarta pior. Seus 59,3 na pressão ao quarterback foram a quarta melhor avaliação do time nesse fundamento, mas não compensaram os resultados baixos nas demais áreas.