Opinião: notas do PFF não refletem evolução de Caleb Williams, avalia Thompson
Colunista questiona os 65,0 de nota ofensiva após Williams completar 30 de 36 passes e aponta avanço dentro da estrutura dos Bears.
Caleb Williams completou 30 de 36 passes para 305 jardas e um touchdown contra o Atlanta Falcons, mas ficou fora dos cinco quarterbacks mais bem avaliados da Semana 6 pelo Pro Football Focus. A diferença entre a atuação e as notas provocou a crítica de Khari Thompson, que considera o desempenho do jogador do Chicago Bears mais convincente do que a avaliação sugere.
O título original brinca que o PFF “odeia” Williams. O próprio autor reconhece que não se trata de uma acusação literal de perseguição. Seu argumento é que o estilo do quarterback continua difícil de enquadrar em critérios convencionais de avaliação.
Precisão alta, notas moderadas
Drake Maye liderou a lista semanal com nota ofensiva de 92,1. J.J. McCarthy também apareceu entre os cinco primeiros, com 74,3. Williams recebeu 65,0 no ataque e 70,7 nos passes, apesar de completar todos os 24 lançamentos feitos a partir de um pocket sem pressão.
O quarterback dos Bears ainda foi escolhido para a imagem da revisão estatística da rodada do PFF, apresentada como uma análise que vai muito além do placar e dos números básicos. Thompson ironiza a possibilidade de a escolha servir para explicar por que a atuação não teria sido tão forte quanto parecia.
O colunista lembra que algo semelhante aconteceu na Semana 1. Williams passou para 269 jardas, participou de quatro touchdowns e teve passer rating de 124,1, mas recebeu uma avaliação que o autor considerou apenas mediana.
Contra Atlanta, os 83,3% de passes completos e a condução precisa do ataque chamaram atenção. Thompson reconhece, porém, que a linha estatística não foi extraordinária em todos os aspectos. Os quatro sacks sofridos e o tempo elevado até soltar a bola provavelmente pesaram contra o quarterback na avaliação, embora o texto não apresente uma explicação oficial do PFF para cada desconto.
O debate muda conforme o jogador evolui
Na temporada passada, a crítica mais recorrente era o baixo aproveitamento nos passes, mesmo com Williams criando jogadas explosivas. Agora, observa Thompson, ele lidera a liga no recorte citado, com 72,5% de acerto, mas ouve cobranças pelos sacks, pelos passes descartados sob pressão e pela falta de mais tentativas profundas.
Para o autor, a referência de exigência parece mudar conforme o quarterback melhora. Ele também ressalta que Williams dificilmente será um passador imóvel, que se orienta sempre pela marca de 2,5 segundos para lançar. Seu hábito de segurar a bola e tentar criar soluções continuará gerando dúvidas sobre as decisões.
Thompson não considera necessário eliminar essa característica. O avanço importante seria combinar a criatividade com uma operação melhor dentro da estrutura planejada do ataque.
Evolução dentro do sistema é o sinal positivo
A amostra de 2026 ainda é pequena por causa da lesão que afastou Williams. Mesmo assim, o colunista entende que ele mostrou evolução justamente no principal ponto de cobrança antes de sua terceira temporada: executar as jogadas como desenhadas.
Quando recebe proteção, argumenta Thompson, Williams consegue desmontar a defesa de uma maneira que talvez não conseguisse com a mesma frequência no ano anterior. A capacidade de improvisar quando a jogada se desfaz continua disponível.
Na conclusão da coluna, as notas e as críticas aos mapas de passes não deveriam alterar a confiança no desenvolvimento do quarterback. O autor espera que essa discussão sirva de motivação para manter os Bears na busca por uma campanha de candidato ao Super Bowl.
O próximo teste será contra Maye e o New England Patriots na quinta-feira. Dois anos depois de uma derrota dura de Chicago em casa para New England, Thompson vê no reencontro outra oportunidade para Williams responder em campo. Se atuações assim são apenas medianas, brinca, ele quer ver como será uma considerada boa.