Motion e play-action ajudaram Patriots a reagir contra os Bills
Análise mostra como ajustes de Josh McDaniels facilitaram o trabalho de Drake Maye e melhoraram a eficiência terrestre na vitória por 29 a 26.
Depois da derrota por 35 a 6 para os Jaguars, na Semana 3, o ataque dos Patriots ocupava a última posição no uso de movimento antes do snap e a 29ª em play-action. O time tinha campanha 1–2, média de 12 pontos, a 31ª da NFL, e sucesso em apenas 28,4% das corridas, o pior índice da liga.
Na vitória por 29 a 26 sobre os Bills, então invictos, Josh McDaniels mudou a abordagem. Andrew Guindon destaca três elementos que ajudaram New England a sair de Orchard Park com uma resposta importante.
Mais movimento antes do snap
Os Patriots usaram motion em 75,3% dos snaps ofensivos. O salto citado de 21,3 em relação ao recorte anterior corresponde a pontos percentuais. Buffalo precisou reagir a um ataque menos previsível do que aquele apresentado nas três primeiras semanas.
Deslocar jogadores pela formação dificultou antecipar se Drake Maye passaria ou entregaria a bola a Rhamondre Stevenson ou TreVeyon Henderson. Também ofereceu ao quarterback pistas sobre a cobertura, conforme um defensor acompanhasse o movimento ou o grupo ajustasse suas posições.
Guindon ressalva que esse recurso não explica sozinho a evolução. Ainda assim, Maye teve sua atuação mais produtiva e tecnicamente segura de 2026 no jogo em que New England mais usou motion desde a Semana 15 de 2023.
O quarterback lançou 269 jardas, três touchdowns e uma interceptação. No fim do último quarto, conduziu a campanha decisiva de oito jogadas e 73 jardas.
Já na primeira série, mostrou capacidade de adaptação: após um fumble na troca de bola com o center Jared Wilson, recuperou a posse, reorganizou-se e encontrou Hunter Henry para uma primeira descida. Cinco jogadas depois, os Patriots abriram 7 a 0.
Play-action para criar indecisão
A taxa de play-action chegou a 35,7%, um aumento de 15 pontos percentuais. O primeiro touchdown saiu de uma jogada com mais de uma finta: da linha de nove jardas adversária, Maye ameaçou um passe de screen para DeMario Douglas, simulou a entrega a Stevenson e encontrou Romeo Doubs em uma rota post curta na end zone, diante de cinco jogadores pressionando.
A combinação obrigou linebackers e defensive backs a respeitar o passe mesmo em formações que sugeriam corrida. A melhora da linha no ponto de ataque também contribuiu para um sistema mais dinâmico.
Corridas menos previsíveis
O índice de sucesso terrestre subiu para 44,8%. Ainda ficou abaixo da média da Semana 4, mas representou avanço sobre as primeiras partidas.
O motion também apareceu antes de corridas, forçando defensores a mudar de posição e, em alguns lances, afastando-os do caminho previsto. Stevenson terminou com 47 jardas e um touchdown em 13 tentativas.
Para Guindon, a atuação oferece um caminho para expandir o ataque. O próximo teste é manter os ajustes no domingo contra os Raiders.