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Análise

Patriots x Raiders: cinco pontos para entender o time de Klint Kubiak

Matt Holder analisa o uso de Brock Bowers, as dificuldades de Ashton Jeanty e as pressões que Las Vegas pode preparar para Drake Maye.

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Klint Kubiak, técnico dos Raiders, acompanha a equipe na lateral do campo.
Klint Kubiak, técnico dos Raiders, acompanha a equipe na lateral do campo.

Os Patriots reencontram no domingo os Raiders, que venceram por 20 a 13 em Foxborough na estreia de Mike Vrabel em 2025. A equipe de Las Vegas agora é diferente: começou 3–1 sob Klint Kubiak e acaba de fazer um duelo competitivo com os Chiefs.

Para apresentar o adversário, Taylor Kyles conversou com Matt Holder, do Silver and Black Pride. As avaliações abaixo são do jornalista que acompanha os Raiders.

1. O que Kubiak mudou?

Holder vê uma transformação de cultura, com adesão dos jogadores e atenção a detalhes que faltavam nas gestões anteriores: recebedores bloqueando corridas, defensores perseguindo a bola e esforço até o apito.

Além do sistema ofensivo criativo, Kubiak ajudou Rob Leonard a implementar uma variação da defesa de Mike Macdonald. Leonard também trabalhou um ano com Macdonald em Baltimore, o que contribui para essa base.

O elenco ainda tem lacunas importantes e iniciou a temporada como um projeto de reconstrução, apenas seis meses depois de possuir a primeira escolha do draft. Por isso, a campanha 3–1 e a capacidade de competir com um candidato ao título da AFC são, para Holder, sinais positivos do trabalho do treinador.

2. Brock Bowers merece tratamento de principal recebedor?

Holder compara a busca por confrontos favoráveis para Bowers ao uso de Jaxon Smith-Njigba por Kubiak em Seattle, sem dizer que os dois são o mesmo tipo de jogador. O tight end disputou apenas dois jogos no novo sistema, mas já se alinha em diferentes pontos da formação.

Segundo a PFF, Bowers ficou junto à linha em apenas 12,6% de seus snaps de passe. O uso lembra o de Jimmy Graham com Sean Payton, tão frequente aberto que Graham tentou ser remunerado como wide receiver ao receber a franchise tag dos Saints em 2014.

Para Holder, a combinação entre talento incomum e poucas alternativas de alto nível entre os recebedores exige atenção de WR1. Safeties e linebackers podem ficar em desvantagem se o tratarem como um tight end convencional.

Ele lembra que Denver colocou Patrick Surtain II sobre Bowers quando o jogador ainda era novato. Se Christian Gonzalez puder atuar no domingo, Holder considera que New England deve colocar seu melhor marcador no melhor alvo rival.

3. Por que Ashton Jeanty ainda não explodiu?

Holder aponta diferentes fatores. O primeiro é sua impressão de que Jeanty ainda sente os efeitos de uma entorse no tornozelo sofrida no fim do training camp, possivelmente agravada contra os Saints. A transmissão da CBS relatou uma nova aplicação de fita durante o jogo. O jornalista percebeu menos explosão nas mudanças de direção, mas apresenta isso como uma avaliação, não como um diagnóstico.

A linha melhorou, porém continua permitindo contato cedo. Pelo Next Gen Stats, 234 das 264 jardas terrestres de Jeanty, ou 88,6%, vieram depois do contato. Ele enfrentou boxes carregados em 32,1% das tentativas, a quarta maior frequência da liga, enquanto as defesas desafiavam Kirk Cousins a vencer em profundidade.

Kubiak também identificou a possibilidade de o ataque estar entregando pistas sobre as corridas. Holder cita uma análise de seu colega de podcast segundo a qual os Chiefs aproximavam um safety quando viam jogadores cruzando a formação em movimento.

Há espaço para corrigir isso. Como referência, Vincent Bonsignore observou que o ataque terrestre de Seattle teve média de 3,7 jardas por corrida nos oito primeiros jogos de Kubiak em 2025 e ficou abaixo de 100 jardas em quatro deles. Nos 12 compromissos finais, incluindo o Super Bowl, passou de 100 dez vezes e teve média de 4,5 por tentativa.

4. Como os Raiders podem pressionar Drake Maye?

Leonard usa pressões simuladas, blitzes em que um defensor recua enquanto outro avança e investidas com cinco jogadores para criar confrontos individuais para Maxx Crosby e Malcolm Koonce sem esvaziar a cobertura.

O risco cresce quando manda pressão máxima. Contra Patrick Mahomes, três chamadas de Cover 0 produziram uma recepção de 41 jardas, um touchdown de duas e uma conexão de 55. Holder cita Ryan Paganetti ao apontar uma alta de mais de 50% na probabilidade de vitória dos Chiefs associada à sequência.

Pelo Fantasy Points Data, Las Vegas lidera a NFL no uso de Cover 0, com 9,6% nas quatro primeiras semanas. Na opinião de Holder, os Chiefs estavam preparados, e Leonard precisa reduzir a exposição sem abandonar a pressão.

Maye melhorou sob pressão contra Buffalo depois de três semanas ruins nesse aspecto. Holder espera que os Raiders testem se houve uma evolução sustentável do segundo colocado na votação de MVP de 2025.

5. Quem pode aparecer além das estrelas?

Koonce tem taxa de vitória no pass rush de 18,9% pela PFF, perto dos 19,8% de Crosby. O cornerback novato Hezekiah Masses, de quinta rodada, já tem três interceptações e seis passes defendidos em três partidas como titular, embora ainda cometa erros de inexperiência. Maye chega à semana liderando a liga com sete interceptações.

No ataque, Tre Tucker ameaça em profundidade e Michael Mayer oferece uma saída curta. Tucker teve duas recepções de cerca de 20 jardas no encontro anterior em New England e, contra os Chargers nesta temporada, recebeu cinco passes para 119 jardas e um touchdown de 40.

Mayer vem de oito recepções e 82 jardas, todas em passes recebidos atrás da linha de scrimmage ou até nove jardas além dela. Seu porte ajuda a ganhar jardas depois da recepção, converter descidas e disputar bolas marcadas.

Os Raiders ainda não fizeram Bowers, Tucker e Mayer renderem juntos no mesmo jogo. Holder vê, porém, ameaças nos três níveis do campo capazes de obrigar a defesa a escolher qual risco aceitar.

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