Sherman especula sobre contrato de Porter; ausência foi atribuída a doença
Comentário na transmissão abriu debate sobre a negociação do cornerback. Coluna de Mike Florio discute a hipótese e o possível uso da franchise tag.
A ausência de Joey Porter Jr. no jogo de quinta-feira entre Cowboys e Buccaneers foi atribuída a uma doença súbita. Mesmo assim, o assunto gerou especulações sobre seu contrato durante a transmissão. Não há, na coluna, comprovação de que a doença tenha sido simulada ou relacionada à negociação.
Richard Sherman, comentarista do Prime Video, sugeriu antes da partida que um contrato novo talvez deixasse Porter “um pouco mais saudável”. A declaração foi destacada por Matt Yoder, do Awful Announcing, e discutida por Mike Florio.
O contexto da negociação
Florio relaciona a especulação ao período anterior à troca de Porter, quando um problema nas costas o afastou dos Steelers e deixou de ser mencionado depois da chegada a Dallas. Essa sequência alimenta a interpretação do colunista, mas não demonstra que o atual episódio de doença seja uma estratégia contratual.
O autor também argumenta que o cornerback teria pouco a ganhar recusando-se a jogar: já conseguiu sair de Pittsburgh e precisa atuar bem para buscar um contrato longo, receber a franchise tag ou chegar ao mercado de free agents.
Cowboys preservam alternativas
A possibilidade de aplicar a tag segue aberta caso não haja acordo de longo prazo, na leitura de Florio. Ele compara o cenário ao de George Pickens depois de seu primeiro ano em Dallas.
Em entrevista à 105.3 The Fan na sexta-feira anterior, Jerry Jones falou em trabalhar dentro de um contrato existente e de uma relação que possa avançar. Disse que os valores representam uma mudança enorme na vida dos jogadores, mas que equipe e atleta precisam assumir compromissos comparáveis.
Jones defendeu combinar atuação de alto nível com uma boa situação contratual, afirmou estar satisfeito com o encaminhamento do caso de Pickens e creditou parte do trabalho a Brian Schottenheimer e à relação do treinador com o recebedor. Também observou que o acordo trabalhista oferece instrumentos de negociação a ambos os lados.
Florio contesta a ideia de que Dallas já tenha resolvido o futuro de Pickens: o recebedor aceitou jogar sob a franchise tag de US$ 27,298 milhões em 2026, enquanto o topo do mercado ultrapassa US$ 42 milhões.
Para o colunista, a fala de Jones indica que Porter pode receber tratamento semelhante se não houver uma extensão. Sua hipótese de que ausências poderiam ser usadas para pressionar Dallas permanece especulativa; o motivo informado para o desfalque foi doença.