Rams: crítica à escolha de Ty Simpson encontra início difícil de outros novatos
Kenneth Arthur compara o começo de Rueben Bain, Makai Lemon e Kenyon Sadiq à decisão dos Rams de investir em um quarterback para o futuro.
O bom começo de Rueben Bain no training camp levou a questionamentos sobre os times que o deixaram chegar aos Buccaneers na 15ª escolha. Entre eles estavam os Rams, que selecionaram o quarterback Ty Simpson em 13º.
Kenneth Arthur argumenta que, até a semana 5, Bain ainda não mostrou o impacto imediato usado para criticar a decisão de Los Angeles. Nos três jogos em que esteve ativo, teve 111 snaps, três tackles e nenhum sack ou hit no quarterback. O número de pressões varia de zero a quatro conforme o fornecedor.
Contra os Cowboys, na quinta-feira, registrou seu primeiro tackle em uma corrida na carreira.
As métricas não são iguais
Antes da semana 5, o Next Gen Stats atribuía a Bain quatro pressões e taxa de 9,8%, empatada na 80ª posição entre 123 edge rushers com pelo menos 25 ações de pass rush. Também apontava uma pressão rápida e tempo médio de 3,35 segundos até a pressão, o 29º mais demorado desse grupo.
Naquele recorte, ele era o único edge dos Buccaneers ainda sem run stop, definido como tackle em corrida que produz uma jogada negativa para o ataque.
Um levantamento da PFF citado no texto apresentava 76 snaps antes do jogo de Dallas, um tackle, duas pressões e nota de 38,7, última entre 110 edges. O Pro Football Reference, por sua vez, ainda registrava zero pressões na consulta da análise.
Bain atuou em mais 35 snaps contra Dallas. O autor levantava a hipótese de uma taxa próxima de 7% se não tivesse acrescentado pressões, mas o total atualizado ainda não estava confirmado na matéria. As fontes usam critérios diferentes, e os números não devem ser tratados como uma contagem única.
O debate é sobre contribuição imediata
Simpson ainda não esteve ativo em uma partida da NFL. Os Rams, porém, o escolheram com um objetivo de longo prazo. Arthur lembra que a crítica à decisão se baseava em selecionar alguém que ajudasse imediatamente na busca do Super Bowl de 2026.
Sean McVay explicou no podcast Bussin' with the Boys que teria escolhido outro jogador se acreditasse que isso garantiria a presença no Super Bowl no SoFi Stadium: “Se escolhê-lo garantisse que estaríamos no grande palco no SoFi no ano que vem… eu diria: pode contar comigo. Vamos escolher esse cara”.
Lemon e Sadiq também têm oscilações
Makai Lemon recebeu dez passes para 65 jardas em quatro jogos. Segundo o Next Gen Stats citado, teve a terceira menor produção de jardas por rota entre recebedores com pelo menos 75 rotas: 65 jardas em 108.
Kenyon Sadiq teve sete recepções, 105 jardas e um touchdown contra os Lions, concentrando 75% de suas jardas da temporada naquele jogo. Na semana seguinte, o novato dos Jets ficou sem recepções apesar de quatro alvos contra os Bears.
Arthur reconhece que todos podem ter um futuro promissor. Sua discussão é sobre o presente e sobre a ideia de que algum deles, necessariamente, colocaria os Rams mais perto do título agora.
O autor admite que outras opções, como o guard Vega Ioane, o safety Dillon Thieneman ou o defensive tackle Caleb Banks, poderiam oferecer mais valor imediato.
Mas não considera que Bain ou Lemon tenham sustentado essa tese até aqui. Em tom de provocação, conclui que Simpson pode causar menos desgaste a McVay no banco do que um novato escolhido para jogar e ainda improdutivo em campo.