Seahawks precisam corrigir terceiras descidas apesar das vitórias
Seattle converte 31,1% das terceiras descidas e enfrenta distâncias longas. Coluna examina corridas previsíveis, faltas e respostas ao blitz.
O ataque dos Seahawks tem produzido placares altos, mas as terceiras descidas escondem uma fragilidade. Seattle converte 31,1% delas, a segunda pior marca da NFL, depois de terminar 2025 em 16º, com 39,8%.
Mookie Alexander argumenta que o problema começa antes da terceira descida. Excluindo as jogadas em que o quarterback se ajoelha, a equipe precisa avançar 7,9 jardas em média para renovar a posse, empatada com Titans, Chargers e Buccaneers na quarta maior distância. Nesse recorte, Seattle converte 15 de 50 oportunidades, ou 30%; a diferença para os 31,1% decorre do filtro aplicado à tabela.
A previsibilidade nas primeiras descidas
Os Seahawks têm a quinta maior frequência de corridas nas primeiras descidas, mas seu desempenho terrestre nessas situações aparece em 25º no levantamento do SumerSports citado pela coluna.
Mesmo em segundas descidas para sete ou mais jardas, Seattle passa em apenas 52,5% das jogadas, a segunda menor proporção da liga. O resultado são terceiras descidas longas e óbvias para o passe.
As faltas também contribuem. A equipe já cometeu nove falsas largadas, metade das 18 registradas em toda a temporada passada, incluindo playoffs.
Adversários esperam o passe
Segundo NFL Pro e Next Gen Stats, os Seahawks enfrentam blitz em 58,8% dos dropbacks de terceira descida, a maior taxa da liga no recorte apresentado.
Nas primeiras descidas, Seattle utiliza bastante formações com um running back e dois ou três tight ends, ou com dois running backs e um tight end, frequentemente com o quarterback sob o center. O uso de um jogador adicional no bloqueio, inclusive Brady Russell, ajuda a vender a ameaça de corrida e a preparar o play-action.
Na terceira descida, porém, aproximadamente 80% das formações têm um running back e apenas um tight end. Sem a mesma ameaça de corrida ou de bloqueador extra, o adversário pode atacar a proteção com menos hesitação.
O impacto sobre Sam Darnold
Em terceiras descidas com essa formação e enfrentando blitz, Sam Darnold completou três de oito passes para 29 jardas, sofreu dois sacks e teve uma jogada em que se machucou. Apenas uma oportunidade foi convertida; todas exigiam pelo menos cinco jardas.
Seattle já mostrou uma alternativa: em uma terceira descida curta, Darnold mudou uma chamada de corrida para passe com o quarterback sob o center e encontrou Tory Horton para touchdown.
Dos 13 drives que terminaram em touchdown, somente quatro tiveram mais de uma conversão de terceira descida. Três partidas com pelo menos 30 pontos ajudam a esconder o problema, mas não eliminam a necessidade de variar as chamadas e de facilitar a distância para a renovação da posse.