Análise de Louisville x Florida State destaca ajustes de Kienholz e força nas trincheiras
Revisão de jogadas do quarto período mostra corridas de Brown e Jennings, avanços da cobertura e pressão de Russell e Thompson sobre Austin Daniels.
Louisville dominou Florida State na sexta-feira, com um quarto período especialmente difícil para os Seminoles. Em análise de jogadas, a publicação do Card Chronicle destacou como ajustes antes do snap, corridas e avanços defensivos sustentaram o desempenho dos Cardinals.
Kienholz muda a jogada e abre espaço para Isaac Brown
A análise identifica uma participação crescente de Lincoln Kienholz nos ajustes à linha de scrimmage. Na corrida de 97 jardas de Isaac Brown, por exemplo, ele trocou a posição dos tight ends antes do snap.
Em outra jogada, o quarterback percebeu linebackers próximos à linha e marcação individual na secundária. Com o defensor de ponta mais aberto e um defensive tackle alinhado diante de Cason Henry, pela direita, Kienholz mudou a chamada para uma opção simples no lado mais amplo do campo.
A velocidade de Brown pela borda tornou a primeira descida relativamente fácil. O ajuste foi importante, mas a execução também: Henry isolou bem seu marcador, e Johnnie Brown subiu rapidamente ao segundo nível para bloquear o linebacker daquele lado. Restou um safety a cerca de 15 jardas e defensores da linha e do meio tentando alcançar o corredor.
Jennings transforma o trabalho dos treinos em produção
Braxton Jennings atravessou uma tentativa de tackle com os braços de Chris Jones, que havia terminado a temporada anterior em sétimo no país em tackles.
O running back atacou o espaço com força, perdeu pouca velocidade no contato e logo voltou à aceleração máxima, comprometendo o ângulo do safety. Para o autor, a execução reproduz o trabalho de exercícios que simulam esse tipo de contato nos treinos.
A jogada é apresentada como um exemplo que toda a comissão poderia usar nas sessões de vídeo. A avaliação é que Jennings conquistou suas oportunidades desde a chegada ao campus e tem respondido quando entra em campo.
A cobertura ajuda, mas um erro de zona abre uma janela
A defesa conseguiu um sack produzido pela boa cobertura, algo que a coluna trata como raro no desempenho recente da unidade.
Em outro lance, porém, a transmissão atribuiu uma recepção a um erro de Jordan Vann. A análise discorda: quem acompanhava o recebedor do slot era Blake Ruffin, mas a falha principal teria sido de Stanquan Clark.
Clark seguiu uma rota cruzada interna para muito além de sua zona, deixando um espaço amplo para o passe. Na interpretação do autor, ele caiu na armadilha do desenho ofensivo.
Se tivesse permanecido em sua área, a alternativa provável seria um passe para Duce Robinson antes da linha necessária para a primeira descida, dependendo de uma jogada individual depois da recepção. Outra possibilidade seria Austin Daniels segurar a bola e tentar correr. Em vez disso, surgiu uma janela clara para um ganho expressivo em quarta descida.
Russell e a linha defensiva deixam uma marca
Daylon Russell conseguiu uma das melhores jogadas de um defensive tackle de Louisville na temporada, segundo a avaliação. Ele venceu o contato com o center, empurrou o bloqueador para trás e atingiu o running back depois de apenas três passos de sua corrida.
O autor considera esse o lance de maior destaque do grupo no ano até aquele momento.
Um passe perfeito não invalida uma boa cobertura
Em uma recepção pelo meio profundo, Daniels colocou a bola com precisão, e o alvo completou uma jogada difícil. A análise observa que não há defesa capaz de impedir qualquer passe perfeito.
Ainda assim, considera correta a estrutura de zona dos Cardinals: os defensores atingiram a profundidade necessária e obrigaram o adversário a executar um lançamento preciso pela abertura vertical. A comparação é com as semanas anteriores, quando essa mesma região vinha ficando livre.
A defesa voltou a produzir um sack de cobertura em outra jogada, mostrando marcação individual antes do snap e transformando o desenho em zona depois da saída. Sem opção, Daniels iniciou o movimento de lançamento duas vezes enquanto procurava alvos da direita para a esquerda, até ser derrubado.
A falta de Thompson e a paciência de Brown
O autor reconhece que parte dos torcedores discordou de uma marcação contra Tyler Thompson, mas afirma que outro ângulo mostra o defensor segurando brevemente a grade do capacete quando Daniels se vira em direção ao meio-campo. A coluna diferencia uma falta decorrente de agressividade na disputa de um golpe tardio ou de falta de concentração.
Brown também voltou a demonstrar paciência em uma corrida com dois jogadores de linha puxando o bloqueio. Ele acompanhou o quadril do segundo, cruzou à sua frente e cortou com força para a esquerda por um espaço estreito antes de acelerar.
Tudo aconteceu em uma fração de segundo. Na avaliação da publicação, a jogada mostra sua evolução: na temporada anterior, talvez não tivesse reduzido a velocidade o suficiente para identificar a abertura pelo lado oposto.
Pressão pela borda e interceptação fecham o domínio
Thompson ofereceu outro exemplo técnico contra o tackle esquerdo de Florida State, de aproximadamente 2,03 metros. Usou velocidade e passou por baixo do bloqueador, impedindo que este o empurrasse para o fundo do campo e abrisse espaço para Daniels avançar no pocket.
Para a análise, esse era o tipo de pressão esperado desde o início da temporada.
Louisville encerrou sua atuação dominante com a quarta interceptação de Kaleb Beasley no ano. O safety percebeu a rota cruzada com antecedência e atacou a trajetória da bola.
O autor considera Beasley uma ótima adição à defesa e levanta a possibilidade de ele ser o melhor safety da equipe na leitura e interceptação de passes desde Gerrod Holliman.