Miami x Florida State: destaques e notas baixas na vitória por 43 a 35
Notas da PFF e avaliação de Craig Smith destacam Toney, Fitzgerald e os jogadores que ficaram abaixo na vitória de Miami em duas prorrogações.
Miami venceu Florida State por 43 a 35, em duas prorrogações, no sábado (17), no Hard Rock Stadium. Esta avaliação reúne as notas atribuídas pela Pro Football Focus (PFF) aos jogadores que participaram de pelo menos 20 snaps e a análise de Craig Smith, que compara os números com o que observou durante a partida.
Quem se destacou entre os Hurricanes
- Malachi Toney — 91,7
- Bryce Fitzgerald — 90,0
- Justin Scott — 74,9
- Armondo Blount — 74,9
- Marquise Lightfoot — 73,8
Menção honrosa: Javian Mallory — 73,0.
Smith considera Toney e Fitzgerald peças decisivas para a vitória — chama os dois de guerreiros, grandes jogadores e responsáveis por mudar o jogo — e afirma que Miami não teria vencido sem eles. Fitzgerald deixou o campo com uma lesão no ombro que preocupou o técnico Mario Cristobal, mas voltou a jogar. O colunista também defende uma nota melhor para Mallory: elogia a força do corredor, seus cortes e a forma como acompanhou os bloqueios e venceu contatos. Ele diz não ter visto erros importantes do jogador e questiona especialmente a nota 30,2 atribuída a Mallory no jogo de passe.
Marquise Lightfoot liderou todos os jogadores com oito pressões ao quarterback. Smith observa que a pressão de Miami não apareceu tanto quanto deveria ao longo de mais de 60 minutos, mas destaca o trabalho de Lightfoot. Justin Scott foi ativo pelo interior da linha e somou oito tackles, o segundo maior total da equipe. Armondo Blount registrou um dos dois sacks de Miami sobre Ashton Daniels e terminou com quatro pressões, também a segunda melhor marca do time. Scott e Blount tiveram impacto, embora, na avaliação do colunista, sem uma jogada de grande destaque.
Notas mais baixas e discordâncias
- Ben Congdon — 48,5
- Samson Okunlola — 48,8
- Dylan Day — 42,0
- Omar Thornton — 50,3
- Gavin Mueller — 52,7
Smith discorda de Congdon e Okunlola aparecerem entre as cinco menores notas. Na avaliação dele, os principais problemas vieram da defesa — esquema, pressão ao quarterback, cobertura e algumas escolhas de pessoal —, e não do lado esquerdo da linha ofensiva. Ele questiona, por exemplo, a chamada em que Omar Thornton ficou como único safety profundo enquanto J.J. Dunnigan partiu para a pressão no touchdown de 75 jardas de Duce Robinson; Smith descreve Dunnigan como um defensor que ataca a bola e Thornton como um jogador de impacto físico. Como argumento a favor de Congdon, cita o bloqueio que abriu caminho para o primeiro touchdown de Fletcher. Sobre Mueller, o colunista diz que não consegue avaliar sua atuação sem rever o jogo.
Day terminou com três tackles e recebeu da PFF dois tackles perdidos, mas não cedeu recepção no único passe lançado em sua direção. Smith questiona a nota 42,0. Na segunda prorrogação, Micahi Danzy saltou sobre Day e recebeu um passe de Hail Mary que teria sido um touchdown para Florida State; uma falta de holding anulou a jogada. Smith também diz que, na imagem do lance, a camisa do defensor parece ter sido puxada.
Zechariah Poyser caminhava para a menor nota, 37,6, mas foi expulso por targeting depois de apenas oito snaps. Por isso, não entrou na lista de jogadores com participação mínima de 20 snaps. Damon Wilson II ficou logo fora das cinco menores notas: em 25 snaps, não teve tackles nem sacks e registrou três pressões. Wilson recebeu a falta de holding que anulou o touchdown de Florida State na segunda prorrogação. Smith considera que a camisa do defensor foi puxada e que a marcação foi justificável, embora esperasse mais impacto do principal edge rusher de Miami durante a partida.