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Análise

Broncos: números apontam Dobbins como maior problema do jogo terrestre

A linha ofensiva de Denver aparece perto da média, mas as métricas de J.K. Dobbins ficam entre as piores da liga, segundo Joe Mahoney.

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Broncos: números apontam Dobbins como maior problema do jogo terrestre

Após seis jogos da temporada 2026, o jogo terrestre do Denver Broncos aparece entre os piores da liga. A equipe ocupa a 30ª posição em jardas por corrida, com média de 3,4, e divide o último lugar em corridas explosivas — ganhos de ao menos dez jardas — com apenas nove. Em sua análise, Joe Mahoney atribui a maior parte da responsabilidade ao running back titular, J.K. Dobbins, embora reconheça que a linha ofensiva também não tem sido dominante.

Só os Las Vegas Raiders, com 3,0 jardas por tentativa, e o Green Bay Packers, com 2,9, estão abaixo de Denver nesse primeiro indicador. O Kansas City Chiefs lidera com 5,5 jardas por corrida. Nas jogadas em que faltam uma ou duas jardas para converter uma terceira ou quarta descida, os Broncos foram bem: conseguiram dez conversões em 13 tentativas, aproveitamento de 77%. O Pittsburgh Steelers converteu nove de nove, enquanto o Seattle Seahawks ficou em duas de oito.

Linha ofensiva: números próximos da média

Mahoney compara a linha por três indicadores. O SIS DataHub registra dez bloqueios perdidos pelos Broncos em jogadas terrestres e apenas dois que resultaram em tackles para perda de jardas. Um bloqueio perdido ocorre quando o defensor supera o jogador designado para bloqueá-lo; se isso termina em tackle atrás da linha de scrimmage, a jogada também conta como um stuff.

Em 15,5% das corridas de Denver, o avanço terminou sem ganho ou com perda de jardas, 11ª melhor taxa da liga. O Los Angeles Rams lidera nesse quesito, com 11,9%; o Green Bay tem a pior marca, 24,6%. Nenhum jogador de linha de Denver aparece entre os dez melhores da liga em taxa individual de bloqueio para corrida, e a equipe está perto da média tanto nesse indicador quanto na proteção ao passe. Para o autor, os dados sugerem uma linha mediana, não uma unidade que esteja sendo superada em toda tentativa.

Outra medida é a média de jardas que o corredor consegue avançar antes do primeiro contato com um defensor. Esse número depende tanto do bloqueio quanto da capacidade do running back de evitar o primeiro tackle. Entre os corredores qualificados, James Cook lidera com 3,92 jardas por tentativa, seguido por Kenneth Walker, com 3,64. Quinshon Judkins tem a menor média, 1,53, e Dobbins aparece em quinto lugar entre os últimos, com 1,69. A correlação entre jardas antes do contato e taxa de sucesso é de 0,54, uma associação relevante para estatísticas esportivas.

Dobbins fica atrás dos outros corredores de Denver

A taxa de sucesso pondera a distância necessária para manter a campanha: uma corrida precisa ganhar 40% das jardas exigidas na primeira descida, 60% na segunda, ou converter na terceira ou quarta. Entre 41 corredores qualificados, Dobbins tem 38,3%, a segunda pior marca; apenas MarShawn Lloyd, do Green Bay, está abaixo, com 37,5%.

Kyren Williams lidera entre os running backs, com 60%. O quarterback Josh Allen, de Buffalo, tem a maior taxa geral, 62,5%. Em Denver, RJ Harvey registra 57,1% em 21 carregadas, Tyler Badie tem 66,7% em seis, e Jonah Coleman aparece com 40% em dez. Mahoney ressalva que essas amostras são pequenas e exclui da comparação a única corrida de Adam Prentice.

Dobbins somou 270 jardas em 81 corridas, média de 3,33. Os demais running backs de Denver combinaram 142 jardas em 37 tentativas, ou 3,84 por corrida. Dobbins foi o único entre os corredores da equipe a forçar um tackle perdido, mas conseguiu apenas um em 81 carregadas. Kenneth Walker, por exemplo, teve 12 em 106 tentativas, média de um a cada 8,9 corridas.

Depois do primeiro contato, Dobbins ainda avançou 1,64 jarda por tentativa, a 16ª marca entre 41 corredores qualificados e acima da média. Os melhores números foram de Jaylen Warren, com 2,68 jardas, seguido por Walker, com 2,63, e Kyle Monangai, com 2,55. Isso mostra que Dobbins consegue produzir após o contato, embora tenha forçado poucos tackles perdidos.

A conclusão de Mahoney

Com base nesses dados, Mahoney coloca a maior parte da culpa em Dobbins. A linha ofensiva não tem sido especialmente forte, mas os indicadores a aproximam da média; na visão do colunista, um corredor mais eficiente deveria produzir resultados melhores atrás dela. O fato de Harvey, Coleman e Badie terem médias superiores reforça esse argumento, embora tenham recebido bem menos tentativas.

O autor também admite que as chamadas podem influenciar o rendimento. A defesa, porém, não seria a principal explicação: Dobbins enfrentou uma formação com oito defensores no box em apenas 17,3% das corridas, uma das menores taxas da liga. Isso indica que as defesas estão dispostas a conter o jogo terrestre sem aproximar um safety da linha. Kendre Miller, por comparação, enfrentou box carregado com o dobro dessa frequência.

Dobbins leva em média 2,98 segundos para alcançar a linha de scrimmage, sexta maior marca entre os corredores. Mahoney observa que isso não é necessariamente ruim: Kyren Williams, Jeremiyah Love e Saquon Barkley têm tempos parecidos. Keaton Mitchell lidera com 3,18 segundos, enquanto Chris Rodriguez Jr. tem o menor tempo, 2,44. O dado não apresenta correlação com jardas por corrida nem com jardas terrestres acima do esperado.

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