Commanders: erros de gestão aumentam pressão pelo futuro de Quinn
Depois de falhas decisivas contra Giants e 49ers, a análise discute se Josh Harris fará uma mudança imediata ou esperará os próximos jogos.
O Washington Commanders voltou a cometer um erro de gestão de jogo na derrota por 23 a 17 para o San Francisco 49ers. No segundo quarto, perdendo por 13 a 3, a equipe chegou à quarta descida para duas jardas na linha de 13 dos 49ers. O quarterback Jayden Daniels lançou a bola para fora, e Washington não tentou o field goal.
Uma bandeira foi lançada na jogada, mas a arbitragem marcou deslocamento ilegal do ataque dos Commanders. Frank Schwab observa que, mesmo que Daniels tenha pensado que a falta era contra San Francisco, isso não justificaria encerrar a jogada: nesse caso, o lance ainda poderia valer como uma tentativa livre.
A reação de Dan Quinn também foi questionada
A transmissão mostrou o técnico Dan Quinn aparentemente pedindo o field goal e, em seguida, reagindo quando alguém pareceu informá-lo de que a jogada anterior tinha sido em quarta descida. O programa de intervalo da ESPN também debateu a possibilidade de Quinn não ter percebido a situação. As imagens, por si só, não confirmam o que o treinador sabia naquele momento.
Depois da partida, Quinn disse que sabia se tratar da quarta descida e que a equipe tentaria a conversão, não o field goal. Segundo ele, sua reação estava relacionada à pergunta sobre se a falta por deslocamento ilegal permitiria um chute. “Eu definitivamente sabia que era quarta descida. Nós íamos tentar a conversão”, afirmou.
Para Schwab, o episódio aumentou a preocupação com a comunicação e a leitura de jogo dos Commanders. Na semana anterior, a equipe já havia deixado o relógio da prorrogação terminar sem preparar uma tentativa de field goal contra o New York Giants. O colunista considera que a repetição de falhas em situações decisivas torna inevitável uma avaliação da comissão técnica, especialmente do trabalho de Quinn na gestão do jogo.
O que vem pela frente para Dan Quinn?
Em uma análise publicada após o jogo, Mike Florio observou que, no intervalo, com Washington perdendo por 20–3, a situação de Quinn parecia crítica. A reação do segundo tempo reduziu a diferença para seis pontos, mas os Commanders continuavam com campanha de 1–4–1 e entravam na semana de folga depois de duas falhas de gestão de jogo em semanas consecutivas. Florio tratou a permanência do técnico como uma decisão a ser avaliada pelo proprietário Josh Harris, sem afirmar que uma demissão já estivesse decidida.
Uma troca imediata poderia dar ao elenco o impacto de uma nova liderança antes do retorno dos jogos, mas também criaria a expectativa de manter o treinador interino caso ele conduzisse uma arrancada. A alternativa seria adiar a decisão e usar as três partidas seguintes como avaliação: contra os Philadelphia Eagles, contra os Los Angeles Rams e fora de casa diante dos Giants.
O calendário oferece ainda outro ponto de decisão: Washington enfrenta os Giants na quinta-feira da Semana 10 e recebe os Cincinnati Bengals na segunda-feira da Semana 11. Florio considera que esse intervalo maior entre jogos também poderia dar a Harris tempo para decidir sobre o futuro da comissão técnica.