Packers: Love vence coberturas, e pressão limita os Cowboys
Love foi eficiente contra Cover 3 e blitz; Green Bay pressionou Prescott em 41% dos recuos e teve bons resultados com três recebedores.
Os números da vitória por 23 a 13 sobre o Dallas Cowboys mostram como o Green Bay Packers encontrou respostas no passe e desequilibrou o ataque adversário com pressão. Na análise de Dusty Evely, os dados da SumerSports destacam a eficiência de Jordan Love contra a cobertura Cover 3 e as blitzes, além do impacto da formação com três wide receivers.
Ataque: Love aproveita o passe
Os Packers alternaram os grupos de jogadores ao longo da temporada. Contra o Chicago Bears, na Semana 5, usaram a formação 11 personnel — um running back, um tight end e três recebedores — em 54,2% das jogadas. Diante de Dallas, aumentaram sua utilização. Para Evely, foi o melhor grupo de Green Bay tanto no passe quanto na corrida.
Love levou em média 2,7 segundos para lançar, com profundidade média dos alvos de 9,7 jardas. Contra a Cover 3, completou dez de 14 passes para 142 jardas, com 0,38 ponto esperado acrescentado por jogada. Quando Dallas mandou blitz, Love acertou oito de 12 passes para 100 jardas e elevou esse indicador para 0,52 por jogada.
O passe foi escolhido em 62,9% das jogadas dos Packers. No quarto período, quando o time tentou controlar o relógio, essa proporção caiu para 46,7%. Evely considera que uma taxa próxima de 65% faz sentido para Green Bay, dado o desempenho irregular do jogo terrestre.
Matthew Golden terminou com seis recepções em 13 alvos, 104 jardas e um touchdown. Sua profundidade média por alvo foi de 15,62 jardas, 4,9 acima da média da NFL. O recebedor também deixou escapar dois passes que poderiam ter resultado em touchdown.
Green Bay dividiu quase igualmente as corridas entre esquemas zone e man/gap: 46,1% vieram de bloqueios por zona, e o restante, de conceitos de bloqueio individual e abertura de gaps. O plano não produziu bons resultados pelo chão, embora Evely considere positiva a variedade de abordagens.
Defesa: pressão em quase metade dos recuos
Os Packers mantiveram o ataque dos Cowboys desequilibrado ao pressionar Dak Prescott. Green Bay mandou blitz em 35,71% dos snaps defensivos e gerou pressão em 41,07% dos recuos para passe. Prescott teve -0,16 ponto esperado acrescentado por jogada quando enfrentou blitz e -0,24 quando os Packers não enviaram pressão extra.
Dallas usou principalmente a Cover 3, mas Love conseguiu explorá-la no outro lado do campo. Segundo Evely, as frentes defensivas carregadas também incomodaram Prescott, mesmo nas jogadas em que Green Bay não mandou blitz. O autor avalia como questionáveis algumas faltas por contato no quarterback que ajudaram Dallas a avançar.
Dani Dennis-Sutton voltou a se destacar na pressão ao quarterback. Sua taxa de pressão foi de 22,7%, ou 8,56 pontos percentuais acima da média da NFL; ele levou, em média, 2,67 segundos para chegar ao passador. Para a análise, esse desempenho confirma a presença constante do defensor na linha defensiva dos Packers.