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Análise

Colts: três ajustes após Pittsburgh para enfrentar os Titans

Análise cobra comunicação defensiva, questiona o recuo no rejuvenescimento do setor e vê sinais de evolução em Daniel Jones.

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Daniel Jones e Aaron Rodgers conversam no gramado após uma partida.
Daniel Jones e Aaron Rodgers conversam no gramado após uma partida.

A derrota do Indianapolis Colts em Pittsburgh tinha fatores que a tornavam previsível: a equipe voltava de Londres e precisou viajar para enfrentar um rival com mais descanso, depois de uma derrota dolorosa em uma quinta-feira. Mesmo assim, a atuação defensiva foi pior do que o autor da análise do Stampede Blue esperava.

Antes do confronto com o Tennessee Titans, o texto aponta três questões centrais para Indianapolis.

1. A comunicação defensiva continua preocupante

O touchdown de 80 jardas de Jaylen Warren em uma recepção curta para a lateral foi um alerta imediato. Tackles e esforço para chegar à bola foram insuficientes; a análise cobra, por exemplo, que Charvarius “Mooney” Ward se desvencilhasse do bloqueio.

O problema começou, porém, antes da corrida após a recepção. Pittsburgh apresentou uma formação estática com dois alvos de cada lado, sem movimento que mudasse a força da formação nem bloqueios de trajetória entre recebedores. Warren era a saída rápida para o flat, a região curta próxima à lateral.

Em coberturas por zona com acompanhamento de rotas, a defesa precisa definir quem assume o running back que sai rapidamente para esse espaço. Alguns sistemas transferem a responsabilidade ao nickel, mais bem posicionado; outros pedem que o linebacker acompanhe.

No lance, Justin Walley e Bryce Boettcher executaram técnicas que pressupunham a reação do outro, mas não estavam na mesma página. Warren ficou livre. Na entrevista coletiva, Lou Anarumo mencionou um problema de técnica de Boettcher, sugerindo que caberia a ele sair com o corredor.

A coluna observa que defesas de Nick Saban, Kirby Smart e Dan Lanning frequentemente transferem essa responsabilidade em determinados conceitos de cobertura. Boettcher pode ter repetido um hábito de Oregon, hipótese apresentada pelo autor, sem confirmação. De qualquer forma, a falha envolve tanto a comissão quanto jogadores jovens em uma situação básica que deveria estar consolidada desde o training camp.

2. A volta a veteranos contraria o plano de rejuvenescimento?

Os Colts contrataram Germaine Pratt para o practice squad. Ele já teve bons momentos pela equipe, incluindo uma atuação contra os Chiefs lembrada no texto.

Ainda assim, o autor vê a possibilidade de sua utilização em snaps importantes como um sinal de recuo no plano de tornar a defesa mais jovem e rápida. A dúvida é se os jogadores escolhidos no Draft não são bons o suficiente, se o trabalho de desenvolvimento falhou ou se os dois fatores se combinam.

Para a coluna, a distância entre o discurso da offseason e o produto em campo acrescenta um alerta a outras decisões questionáveis na construção da defesa. Sua hipótese é que o sistema atual seja diferente do perfil de jogadores que Chris Ballard costuma buscar, criando uma falta de alinhamento entre a direção e a comissão defensiva.

Essa interpretação é uma avaliação do autor, não uma confirmação sobre divergências internas.

3. Daniel Jones evoluiu, mas precisa de mais ajuda

O texto considera excessiva parte das críticas a Daniel Jones após a derrota. Isso não significa que tenha feito um grande jogo ou produzido números brilhantes, mas que houve um passo na direção certa.

Indianapolis perdeu os duelos na linha, não conseguiu correr e voltou a sentir a falta de talento entre os recebedores. Para a coluna, Jones pode ser suficientemente bom para vencer, mas recuar mais de 40 vezes para lançar sem apoio terrestre não é uma fórmula sustentável para a maioria dos quarterbacks.

Sam Darnold é usado como comparação. O autor o considera essencialmente o mesmo jogador do ano anterior, mas sem Price e sem um jogo terrestre adequado o contexto passa a expô-lo a mais pancadas e lançamentos difíceis em janelas apertadas, especialmente em descidas longas.

O mesmo vale para Jones. Esquema e qualidade dos companheiros precisam ajudá-lo mais. A análise mantém aberta a possibilidade de evolução à medida que ele ganha repetições e confiança no tendão de Aquiles.

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