Coluna elogia Geno Smith por reduzir interceptações e dar estabilidade aos Jets
Quarterback tem seis touchdowns e nenhuma interceptação em cinco jogos; produção de Garrett Wilson alimenta otimismo apesar das limitações.
Geno Smith começou a temporada dos Jets mudando a opinião de quem tinha pouca confiança na contratação. Em coluna de opinião, o autor do Gang Green Nation reconhece que via o custo de US$ 3,3 milhões por um quarterback capaz de começar como titular como uma vantagem financeira, mas não esperava bom futebol em 2026.
O ceticismo vinha de longe, inclusive de sua primeira passagem pelo time, entre 2013 e 2016. Embora reconhecesse os bons anos em Seattle, o colunista enxergava sinais de queda no último deles e uma piora acentuada na passagem por Las Vegas.
Smith lançou 15 interceptações em 2024, a segunda maior marca da liga, e 17 em 2025, a maior. Ninguém somou mais nos dois anos. Por isso, o início atual surpreende.
De líder em interceptações a cinco jogos sem nenhuma
Apenas três quarterbacks começaram todos os jogos de seus times e ainda não haviam lançado uma interceptação na temporada: Jared Goff, C.J. Stroud e Smith.
Segundo o levantamento do autor nos dados da ESPN, Geno é o segundo passador neste século a liderar a liga em interceptações e passar pelos cinco primeiros jogos do ano seguinte sem nenhuma. O outro foi Vinny Testaverde, em 2001, depois de lançar 25 em 2000.
Testaverde sofreu sua primeira interceptação na Semana 6 de 2001 e terminou o ano com 14. Smith chega à Semana 6 com seis passes para touchdown e nenhuma interceptação, exatamente como Vinny naquele início. O colunista questiona se a defesa de New England terá condições de interromper a sequência e vê sinais de uma mudança real.
Há problemas, mas Wilson se beneficia
Isso não torna a atuação perfeita. Smith cometeu fumbles em quatro dos cinco jogos, e apenas quatro atletas da liga perderam mais fumbles. A cautela maior para passar também parece fazê-lo segurar a bola por mais tempo atrás de uma linha ofensiva abaixo das expectativas.
Ainda assim, a proposta da coluna é reconhecer os acertos. Além de evitar interceptações, Geno ajudou Garrett Wilson a entrar em ritmo para a melhor temporada de sua carreira.
A projeção apresentada é de 105 recepções, 1.271 jardas e dez touchdowns. Todas superariam os recordes pessoais de Wilson: 101 recepções, 1.104 jardas e sete touchdowns, obtidos em 2024 com Aaron Rodgers.
Ataque ainda não teve todas as peças reunidas
Os números de Smith não estão no mesmo ritmo dos de Rodgers, mas as condições de trabalho são um fator. O trio original de recebedores — Wilson, Adonai Mitchell e Omar Cooper Jr. — esteve junto em apenas uma série ofensiva.
Mitchell se recupera de uma lesão no dedo que exigiu cirurgia, e ainda há incerteza sobre quando o conjunto estará completo.
Geno também disputou 40% de seus jogos sob chuva. A defesa recebeu elogios por limitar os rivais a menos de 200 jardas aéreas nessas partidas, mas o passe dos Jets também sofreu com a precipitação.
A coluna imagina o que o ataque poderá fazer com tempo bom, recebedores saudáveis, Breece Hall recuperado e Kenyon Sadiq com a confiança demonstrada contra os Lions.
Talvez ainda demore algumas semanas para essa configuração aparecer. Até lá, o autor considera que Smith estabilizou o time e admite estar muito mais esperançoso do que na abertura da temporada. A hipótese de mantê-lo como titular em 2027, com um quarterback escolhido na primeira rodada aprendendo atrás dele, passou de um motivo de receio a um cenário atraente.