Eagles encaram Bryce Young em evolução enquanto tentam destravar o ataque
Quarterback dos Panthers lidera média de jardas aéreas na referência da prévia; dificuldades de Philadelphia no segundo tempo agravam o desafio.
Os Eagles chegam ao confronto com os Panthers cercados de problemas físicos e ofensivos. Ao longo da semana, 24 jogadores apareceram no relatório de lesões. Jalen Hurts está fora por causa de um coágulo superficial, e Saquon Barkley também não joga.
A prévia foi escrita antes da definição final de várias dessas situações. Dontayvion Wicks, Jalyx Hunt, Michael Carter II, Will Shipley, A.J. Epenesa, DeVonta Smith, Drew Kendall, Landon Dickerson, Tyler Steen, Marquise Brown, Jonathan Greenard, Grant Calcaterra, Eli Stowers, Jakorian Bennett e E.J. Jenkins estavam entre as preocupações mencionadas. No relatório final, Smith foi liberado, enquanto Hunt, Carter II e Shipley foram descartados.
O que Carolina tem de certo é Bryce Young. Os Panthers, com duas vitórias e duas derrotas, contam com um quarterback que lançou para 1.268 jardas nos quatro primeiros jogos. É a segunda maior marca de um passador da equipe nesse recorte desde o ano de estreia de Cam Newton.
Fangio destaca leitura e antecipação
Escolha número 1 do draft de 2023, vindo de Alabama, Young começa a produzir como se esperava quando chegou à liga. São nove passes para touchdown, duas interceptações e média de 317 jardas aéreas por jogo, a maior da NFL no recorte usado pela reportagem. No ano anterior, a média era de 188,2.
“O quarterback realmente evoluiu”, disse Vic Fangio. O coordenador defensivo dos Eagles lembrou que enfrentou Young quando ele era calouro e elogiou o progresso do jogador e da comissão.
“Processa muito bem, toma decisões rápidas, sabe para onde ir com a bola. É elusivo, sabe escapar, tem antecipação muito boa. Estou muito, muito impressionado”, afirmou.
McKee assume ataque com dificuldades
Tanner McKee substituirá Hurts no domingo. A análise considera que isso acrescenta uma dificuldade a uma unidade que não funciona bem sob Sean Mannion, coordenador ofensivo de primeiro ano.
Na avaliação do autor, Hurts foi decisivo nas duas primeiras vitórias e deixou o campo contra Jacksonville com vantagem de 17 a 16. A coluna também critica a evolução de McKee desde sua estreia, tratando sua forma atual como outra preocupação, e não como uma solução já demonstrada.
O ataque converteu apenas dez de 38 terceiras descidas no segundo tempo. Passou 18 posses seguidas sem touchdown nos últimos seis quartos finais de partidas, apresenta 3,6 jardas por jogada nesse período e está empatado em 31º na eficiência da red zone, com 33,3%.
Os números de cada segundo tempo ajudam a dimensionar a queda:
| Adversário | Pontos | Jardas totais |
|---|---|---|
| Washington | 10 | 149 |
| Tennessee | 10 | 125 |
| Chicago | 0 | 54 |
| Los Angeles Rams | 0 | 66 |
| Jacksonville | 3 | 84 |
Esses totais resultam em médias de 95,6 jardas e 4,6 pontos nos segundos tempos dos cinco jogos.
Carolina cresce depois do intervalo
Com Young, os Panthers aparecem em sexto na pontuação do segundo tempo, com média de 14,5 pontos, acima dos 10,6 do ano anterior. O quarterback completou 101 de 162 passes, aproveitamento de 62,3%.
Sua estatura, listada em cerca de 1,78 m e 92,5 kg, era apontada como possível obstáculo. A defesa dos Eagles precisa levantar as mãos para dificultar os lançamentos, mas Young se movimenta bem e também passa em movimento.
Chegar perto dele é outro problema: Philadelphia está em 28º em sacks, com seis. Na conclusão crítica da coluna, enfrentar um quarterback em evolução enquanto depende de um ataque em queda não parece uma combinação capaz de resolver rapidamente a crise.