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Opinião: Colts deveriam negociar Jonathan Taylor e acelerar reconstrução, diz Nate Davis

Colunista defende trocas de veteranos após demissão de Ballard e analisa custo de decisões recentes, capital de draft e futuro de Steichen.

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Opinião: Colts deveriam negociar Jonathan Taylor e acelerar reconstrução, diz Nate Davis

A demissão de Chris Ballard deveria ser o começo de uma reconstrução mais ampla do Indianapolis Colts, defende Nate Davis. Para o colunista, o próximo passo seria negociar Jonathan Taylor enquanto o running back ainda tem alto valor de mercado. É uma proposta de mudança de rumo, não o relato de uma troca em andamento.

Carlie Irsay-Gordon, coproprietária e CEO dos Colts, dispensou Ballard nesta segunda-feira, 19 de outubro, quando seu contrato se aproximava do fim. Ao agradecer pelos dez anos de trabalho, ressaltou a urgência de voltar a disputar títulos.

“Como disse no início da temporada, o senso de urgência nunca foi maior. Nosso padrão é competir por campeonatos, e acredito que uma mudança na liderança é necessária para atingir esse padrão”, afirmou no comunicado.

“Fazer essa mudança durante a temporada foi uma decisão deliberada. Esperar apenas atrasaria o trabalho importante que precisa começar agora. Faremos uma busca criteriosa por nosso próximo general manager e levaremos o tempo necessário para identificar o líder certo para o futuro desta organização.”

Ela também disse que a decisão não altera os objetivos da temporada: ainda há muito futebol pela frente, e sua expectativa é de que o time compita, melhore e vença.

Davis concorda com a mudança de dirigente, mas discorda da insistência na disputa imediata. Em sua avaliação, o elenco precisa ser reorganizado com o futuro como prioridade.

O problema vai além da direção

O autor elogia a ambição de Irsay-Gordon, que considera coerente com o legado de seu pai, Jim Irsay. Também questiona as críticas a ela por acompanhar partidas na lateral e anotar jogadas, observando que atitudes semelhantes de outros proprietários não costumam receber o mesmo tratamento. Sua referência é Jerry Jones, hoje com 84 anos.

Não havia, porém, razão para manter Ballard apenas porque a temporada estava em andamento, argumenta. Os Colts venceram um jogo de playoffs durante sua gestão e não chegaram à pós-temporada desde 2020.

A direção mudou, mas permaneceu o elenco que Davis considera desequilibrado e montado com decisões cada vez mais urgentes. Na leitura do colunista, isso se afastou da filosofia inicial de escolher, desenvolver e renovar com jogadores formados na própria equipe.

A derrota em casa para o Tennessee Titans, até então sem vitórias, deixou Indianapolis com duas vitórias e quatro derrotas, na 12ª posição da AFC naquele momento. Os próximos compromissos seriam fora de casa contra o invicto Minnesota Vikings e o Jacksonville Jaguars, líder de divisão.

Para Davis, essa sequência reforça que os objetivos imaginados para 2026 se tornaram improváveis. Ao mesmo tempo, a abertura no comando executivo oferece uma oportunidade de redefinir o projeto.

A busca pelo sucessor de Luck custou caro

Quando assumiu em 2017, Ballard acreditava que poderia reconstruir a equipe em torno de Andrew Luck, escolhido em primeiro lugar no Draft de 2012 e visto como sucessor à altura de Peyton Manning.

A aposentadoria inesperada de Luck na pré-temporada de 2019 mudou tudo. A busca por uma solução passou por Carson Wentz, Daniel Jones, Anthony Richardson e Philip Rivers em momentos diferentes de sua carreira, incluindo seu retorno depois de anos fora da liga.

Quanto mais instável ficou a posição, mais arriscadas foram as tentativas de compensar o problema em outras áreas, avalia Davis. Ele cita o novo contrato de Jones, a extensão de nove dígitos para Alec Pierce, que nunca chegou a 50 recepções numa temporada, e as saídas de Michael Pittman Jr. e Zaire Franklin para acomodar o teto salarial.

O movimento que mais preocupa o autor é a troca por Sauce Gardner no prazo final de 2025, quando Jones atravessava um período de bom desempenho. Davis acredita que o custo pode atrasar a reconstrução em três ou quatro anos.

Jones cometeu nove turnovers nos seis primeiros jogos de 2026. Richardson, escolhido em quarto em 2023, continua sendo, para o colunista, um jogador de muito talento e pouca experiência, com irregularidade e episódios de imaturidade. Nenhum dos dois representa, na avaliação dele, uma resposta definitiva.

A troca por Gardner custou as escolhas de primeira rodada de 2026 e 2027. A próxima poderia ser especialmente valiosa se a classe de quarterbacks do draft confirmar o potencial esperado. Na projeção citada na coluna, a escolha de 2027 estava em décimo lugar, com risco de se aproximar das cinco primeiras; a posição final ainda depende dos resultados da temporada.

Taylor seria a principal peça para negociar

Davis defende colocar Taylor no mercado antes de um possível desgaste físico. Aos 27 anos, o running back aparece em sexto na liga, com 492 jardas corridas, e tem sete touchdowns, dois a menos que o líder no recorte da análise.

Para o autor, ele oferece uma oportunidade de reiniciar o projeto no meio da temporada, como ocorreu quando o Carolina Panthers negociou Christian McCaffrey em 2022. Se disponibilizado, Taylor poderia se tornar um dos jogadores mais cobiçados até o prazo final de trocas, em 10 de novembro.

A extensão de dois anos e US$ 44 milhões assinada em agosto não tornaria uma negociação impossível. Davis aponta um custo de US$ 10 milhões no teto de 2027 caso o clube o trocasse.

Há uma ressalva na leitura das garantias: o Over The Cap informa US$ 39 milhões em garantias totais na extensão e um gatilho para o salário de 2027 se tornar totalmente garantido em fevereiro daquele ano. Portanto, não seria correto resumir a estrutura como um contrato sem garantias futuras; é preciso distinguir garantias já efetivadas e as condicionadas a datas posteriores.

O colunista sugere telefonar para John Schneider, general manager do Seattle Seahawks, e até tentar incluir o novato de primeira rodada Jadarian Price na compensação. Seattle e Price aparecem como uma ideia do autor, sem informação de proposta apresentada.

Outros veteranos também entrariam no plano

Na reconstrução defendida por Davis, Taylor não seria o único nome negociável. Quenton Nelson e DeForest Buckner passaram dos 30 anos e se aproximam da free agency de 2027, segundo o quadro apresentado na coluna.

Buckner continua entre os defensores de interior mais capazes de pressionar o ataque. Nelson, de 30 anos, segue entre os melhores guards. Trocas de bloqueadores desse nível no meio do campeonato são pouco comuns, mas Davis usa como comparação o retorno de uma escolha de segunda rodada obtido pelo Philadelphia Eagles ao negociar Cam Jurgens.

O autor também cogita repassar Gardner mesmo sem recuperar todo o investimento. Sua justificativa é que a extensão de quatro anos foi estruturada com salários-base elevados, o que poderia facilitar a transferência do contrato se houvesse um interessado.

Desmontar parte do elenco seria injusto com Shane Steichen, reconhece Davis. Ele considera o treinador um bom arquiteto ofensivo, submetido a condições difíceis, e vê mérito no retrospecto de 27 vitórias e 30 derrotas. Por isso, não descarta que ele mereça continuar em 2027 e além.

Ainda assim, a proprietária poderia atrair melhores candidatos a general manager oferecendo um elenco com espaço para mudanças e mais escolhas de draft. Isso evitaria exigir que o novo dirigente começasse pelas decisões impopulares, como o autor avalia ter acontecido com a nova direção do Miami Dolphins, ainda sem vitórias.

Em janeiro, depois de os Colts perderem os últimos sete jogos de 2025 após começarem com campanha de 8–2, Irsay-Gordon disse estar irritada, mas manteve Ballard e Steichen. Para Davis, a resposta agora deveria ser acelerar a reconstrução. A demissão do dirigente seria apenas o primeiro passo.

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