Rams trocam o kicker, mas seguem pressionados pelos times especiais
Chegada de Blake Grupe não elimina problemas de cobertura, retornos e execução que custaram jogos a Los Angeles.
O Los Angeles Rams trocou um kicker de mais de 113 kg por outro de aproximadamente 68 kg. A diferença entre Harrison Mevis, de cerca de 1,85 m, e Blake Grupe, de 1,70 m, chama atenção, mas o peso dos problemas nos times especiais continua enorme.
Grupe chegou do practice squad do New York Jets para substituir Mevis. A mudança é mais uma tentativa de corrigir um setor que já teve alterações entre os retornadores e em outras funções, sem eliminar erros recorrentes nas últimas duas temporadas. O confronto de domingo com o Arizona Cardinals, no SoFi Stadium, será o primeiro teste da nova configuração.
Novos nomes, dificuldades conhecidas
A derrota por 37 a 34 para o Buffalo Bills na prorrogação, na segunda-feira, repetiu um roteiro preocupante: falha na cobertura de kickoff, problema na operação de field goal e outra partida que escapou por erros de execução.
A coluna do California Post recorda os dois field goals bloqueados contra Philadelphia em 2025 e a bola mal dominada em um retorno de punt na final da NFC, que teve impacto decisivo na eliminação. Temporadas e especialistas mudaram, mas os resultados ruins persistiram.
Sean McVay reconheceu na quinta-feira que lesões e mudanças no elenco provocaram um efeito em cadeia no setor.
“Você tem muitas peças em movimento”, disse o técnico.
Os Rams passaram a utilizar Alex Bachman nos retornos de punt e Jordan Whittington nos kickoffs. Agora, acrescentam Grupe. McVay admitiu que a equipe ainda está “continuando a descobrir parte da nossa identidade” nos times especiais, algo que a coluna considera preocupante para um candidato ao Super Bowl em pleno outubro.
A rotatividade entre os kickers
Desde a saída de Greg Zuerlein como agente livre depois da temporada de 2019, o texto contabiliza 11 kickers diferentes nos Rams em sete temporadas.
Grupe chega com experiência e um bom período recente: converteu todos os 11 field goals tentados e os dez extra points durante sua passagem pelos Colts na segunda metade de 2025.
O chute, porém, depende também da sincronia com o long snapper Joe Cardona, o holder Ethan Evans e a proteção. Grupe teve apenas dois dias para começar a construir esse entrosamento.
“É tudo uma questão de se sentir confortável”, afirmou. “Há muitos fatores envolvidos em mudar de cidade, de time, de organização.”
O coordenador Bubba Ventrone continua enfatizando os fundamentos e retomou uma frase de Bill Belichick:
“Vamos eliminar o futebol mal executado. Vamos parar de perder.”
A avaliação da coluna é que Los Angeles frequentemente se prejudica com posicionamento ruim, atribuições não cumpridas e falhas de execução, em vez de simplesmente ser superado por jogadas extraordinárias. Repetir orientações sem melhorar os resultados passa a colocar a própria operação em discussão.
A responsabilidade de Ventrone
Depois de demitir Chase Blackburn no meio da temporada anterior, McVay tem defendido publicamente Ventrone e afirmado que não haverá mudanças na comissão.
Para a coluna, a cobrança não pode se limitar ao kicker que erra o chute mais recente. Ventrone participou das chegadas de Grant Stuard e Cardona na offseason, ajudou a escolher Grupe e é responsável por fazer funcionar em conjunto uma unidade sujeita a mudanças constantes.
Os Rams não precisam que os times especiais ganhem todos os jogos, mas precisam que parem de contribuir para derrotas. Contra Arizona, a exigência é simples: trocas de bola limpas, cobertura disciplinada, retornos seguros e field goals convertidos.
Com campanha de duas vitórias e três derrotas e, no cenário descrito pela publicação, 3,5 jogos atrás do líder San Francisco 49ers na NFC West, a margem para outro desastre diminuiu. O peso do kicker mudou; a responsabilidade de resolver o setor permanece.