Rams x Cardinals: três pontos de atenção vão da proteção a Stafford aos chutes
Análise destaca Quessenberry contra Josh Sweat, a fragilidade defensiva de Arizona e a chegada de Blake Grupe em momento de cobrança para Los Angeles.
O Los Angeles Rams começou a temporada com duas vitórias e três derrotas, um resultado decepcionante para uma equipe considerada forte no papel. Ainda há tempo para reagir na disputa dos playoffs da NFC, mas a análise do Turf Show Times questiona o quanto o time já demonstrou ser realmente bom.
O jogo da Semana 6 contra o Arizona Cardinals talvez não responda sozinho a essa pergunta. Vencer um adversário em dificuldade, assim como ocorreu diante dos Giants, é visto como uma obrigação para acompanhar o San Francisco 49ers na NFC West, e não como uma prova definitiva de força.
Nesse contexto, a coluna aponta três questões que merecem atenção no domingo.
Quessenberry na esquerda contra Josh Sweat
Alaric Jackson recebeu inicialmente uma suspensão de dois jogos por uma altercação depois da partida contra os Bills. A liga reduziu a punição a uma partida, e David Quessenberry começará como tackle esquerdo em seu lugar. Sean McVay também informou a abertura da janela de 21 dias de treinos do jogador de linha ofensiva Keagen Trost.
Quessenberry não inicia uma partida desde 2023, quando estava nos Vikings. Ao longo da carreira, ofereceu contribuições confiáveis em substituições, mas jogou pouco em situações relevantes pelos Rams. Aos 36 anos, sua condição atual ainda precisa ser demonstrada em campo.
Arizona tem pouca produção de pressão pelas pontas fora de Josh Sweat, que deve enfrentar Quessenberry com frequência. A avaliação trata esse confronto como a principal ameaça externa contra uma peça cuja resposta ainda é incerta.
Nenhum jogador dos Cardinals tem mais de nove pressões na temporada. O jogador de interior Dante Stills lidera com nove, e Sweat aparece em seguida, com oito. Como comparação, Byron Young, dos Rams, já teve dois jogos com sete pressões cada.
Boa parte da pressão de Arizona vem do interior, com nomes como Walter Nolen e Darius Robinson. Sweat é o principal ponto de atenção individual pela borda.
A defesa de Arizona oferece uma oportunidade
Os Cardinals convivem há anos com limitações de talento defensivo. Segundo a análise, o ex-treinador Jonathan Gannon compensava parte delas com criatividade na chamada das jogadas. Seu coordenador, Nick Rallis, continua no cargo, mas ainda é cedo para avaliar se o mesmo nível de soluções permanece.
Os números, porém, já apontam dificuldades: Arizona está em 30º em EPA por jogada, em 25º em taxa de sucesso defensivo e em 29º na contenção de jogadas explosivas. A equipe também é a 25ª em frequência de tackles perdidos e permite a maior média de pontos por campanha ofensiva adversária da NFL no recorte apresentado.
A coluna reproduz a crítica de Theo Mackie ao processo de reconstrução do gerente geral Monti Ossenfort: após a 40ª derrota de sua gestão, a campanha era de 16–40, com questionamentos sobre a posição de quarterback, uma escolha de número 4, a linha ofensiva e a falta de peças defensivas claramente consolidadas.
Esse cenário favorece um ataque dos Rams que acumula jardas sem a eficiência desejada. A avaliação é que Matthew Stafford tem atuado mais perto da média do que do nível de MVP apresentado na temporada anterior.
O duelo com os Bills já deveria ter ajudado o ataque a se ajustar, mas isso não ocorreu. Arizona é descrito como a defesa mais frágil enfrentada até aqui. Se Los Angeles não conseguir transformar essa oportunidade em pontos, a preocupação aumentará.
Grupe trará segurança aos chutes?
Os Rams dispensaram Harrison Mevis e contrataram Blake Grupe do elenco de treinos dos Jets. A mudança oferece maior capacidade em tentativas longas, mas a regularidade de acertos ainda é uma questão em aberto para a coluna.
Uma avaliação estatística citada na publicação descreve Grupe como um pouco abaixo da média nos field goals curtos, próximo da média a partir de 50 jardas e confiável nos pontos extras, com 98% de aproveitamento. No ano anterior, ele acertou suas 11 tentativas pelos Colts, incluindo uma de 60 jardas.
Por ter sido contratado do elenco de treinos de outro clube, Grupe precisa permanecer no grupo de 53 jogadores por pelo menos três partidas.
O autor considera que os Rams não deveriam depender de um chute para vencer Arizona, mas precisam sair do jogo com confiança de que encontraram seu kicker para o restante da temporada. Depois de uma mudança que introduz novas incertezas, o domingo será um primeiro teste importante.