Seahawks de 2013: uma carta sobre a espera e a emoção do primeiro título
Torcedor relembra a tensão, as viradas e a alegria da temporada que terminou com o primeiro Super Bowl de Seattle.
Para quem conhece a temporada de 2013 dos Seahawks apenas pelos resultados, o caminho parece inevitável: campanha 13–3, título da NFC e vitória por 43–8 sobre os Broncos no Super Bowl. Na carta de Kasey McKillip aos futuros torcedores, porém, os placares não conseguem reproduzir a experiência de esperar por cada jogo sem saber o final.
Seattle já havia chegado perto. A primeira participação nos playoffs, em 1983, trouxe duas vitórias e uma final da AFC, conferência à qual a franquia pertencia. A temporada de 2005 terminou em um Super Bowl perdido. Em 2012, a eliminação diante dos Falcons deixou a sensação de que havia algo especial em construção.
Uma grande campanha vivida semana a semana
O autor descreve a ansiedade da estreia de 2013 contra os Panthers. Um fumble forçado por Earl Thomas ajudou a salvar a partida e abriu uma temporada na qual a confiança cresceria sem eliminar o nervosismo.
O primeiro início 4–0 da história da franquia veio com uma reação contra os Texans. Richard Sherman devolveu uma interceptação para touchdown e levou o jogo à prorrogação. A vitória alimentou a esperança de que aquele grupo pudesse superar obstáculos que haviam interrompido outras campanhas.
A primeira derrota veio contra os Colts, que venceram o último quarto por 11–0. Mesmo em uma das melhores temporadas da história do clube, com 13 vitórias, havia falhas, sustos e motivos para duvidar.
É essa incerteza que a carta procura preservar. Cada domingo mudava o humor da semana. O torcedor ainda não sabia que uma recepção difícil, um tackle ou uma campanha encerrada seriam partes de uma história campeã.
Trinta segundos que demoraram a passar
A decisão da NFC contra os 49ers concentrou essa tensão. Seattle vencia por 23–17, mas San Francisco tinha uma primeira descida na linha de 18 jardas dos Seahawks, com cerca de 30 segundos restantes.
Sherman desviou o passe, e Malcolm Smith fez a interceptação. O lance encerrou a ameaça e levou Seattle ao Super Bowl. Para o autor, conhecer o resultado hoje não equivale a viver a espera entre o snap e a bola finalmente segura pela defesa.
Depois vieram duas semanas de expectativa até 2 de fevereiro de 2014, data da final da temporada de 2013. A vitória por 43–8 sobre Denver transformou décadas de frustração em celebração.
O primeiro título só acontece uma vez
McKillip escreve para quem passará a acompanhar os Seahawks em outra época e talvez não consiga imaginar a mistura de alegria, alívio e lágrimas daquele momento.
Sua mensagem é aproveitar a trajetória: a primavera, a pré-temporada, as semanas de temporada regular e a tensão dos playoffs. O resultado fica nos livros, mas a experiência inclui tudo o que aconteceu antes de o torcedor ter a certeza de que seu time seria campeão.