Michigan na folga: quarterbacks, confiança e equipes especiais em debate
Grace Foulk responde aos torcedores após as derrotas para Iowa e Minnesota. Coluna discute Tommy Carr, Bryce Underwood e ajustes necessários na semana sem jogo.
Michigan chega à semana de folga com campanha de 3–2, depois de perder para Iowa e Minnesota. Para Grace Foulk, o começo da era Kyle Whittingham está abaixo das expectativas, especialmente diante do calendário restante.
Os Wolverines ainda enfrentarão Indiana, Oregon, Michigan State, Ohio State e uma UCLA que evoluiu. A autora avalia que, sem vitórias sobre Penn State e Rutgers, também em dificuldade, até a classificação para um bowl poderia ficar ameaçada.
A coluna responde a perguntas enviadas pelos torcedores e apresenta opiniões, não decisões anunciadas pela comissão.
Como aproveitar a semana de folga?
O leitor captainCC11 pergunta como Michigan e Whittingham podem “vencer” a semana sem jogo.
Foulk considera que o início foi ruim fora de campo. O tight end Zack Marshall expôs opiniões sobre a derrota em um grupo de mensagens e depois pediu desculpas publicamente. O elenco também recebeu críticas por divulgar uma sessão antecipada de um filme da Netflix.
A autora não vê problema em um momento de descanso coletivo, mas considera desfavorável a repercussão após duas atuações decepcionantes. Sua esperança é que os treinos ajudem a entender por que a produção relatada durante a semana não aparece nos jogos.
A folga também oferece tempo para recuperar linemen ofensivos lesionados.
Carr estaria esperando para se desenvolver?
Adamsrocks pergunta se Tommy Carr poderia preferir não jogar nesta temporada para continuar o desenvolvimento.
Foulk admite a possibilidade, mas lembra a competitividade da família. CJ Carr, seu irmão, passou um ano atrás de Riley Leonard antes de começar como titular no ano seguinte. Por outro lado, Lloyd Carr já utilizou calouros como titulares, entre eles Chad Henne.
Para a autora, a ausência de oportunidades para Tommy pode envolver mais fatores do que uma preferência pessoal por esperar.
Trocar o titular ou alternar quarterbacks?
David Lewis 2 pergunta sobre começar com Carr contra Penn State, usar dois quarterbacks e colocar Bryce Underwood no backfield em formações de wildcat, para obrigar a defesa a respeitar outras possibilidades.
Foulk diz estar aberta a soluções criativas e lembra que, em 2024, queria mais passes longos do running back Donovan Edwards.
A comparação com J.J. McCarthy e Cade McNamara em 2021 tem limites: McCarthy era frequentemente utilizado pela ameaça de correr, não apenas para lançar. Carr e Underwood oferecem um contexto diferente.
A autora ainda tem dúvidas sobre mudar o titular, mas vê valor em dar a Carr alguns snaps no decorrer das campanhas. Considera o ataque estagnado e lembra que uma troca completa pode ser difícil de reverter.
Ela também questiona quanto poder de negociação Underwood teria em uma eventual transferência, diante das atuações até aqui.
Mais repetições para Carr?
Natty2023 pergunta se Carr receberá mais trabalho nos treinos. Whittingham disse que avaliará diferentes alternativas durante a folga. A partir disso, Foulk acredita que o quarterback esteja recebendo mais repetições com a unidade titular; trata-se de uma expectativa da colunista, não de um número de treinos confirmado.
Há um problema de cultura?
SonicsAaron pergunta sobre o ambiente do programa. As mensagens de Marshall, segundo a autora, não sugerem o melhor momento emocional.
Ela ressalta que um jogador não representa o elenco inteiro, mas considera natural que, em um grupo grande, outros também questionem decisões de companheiros e técnicos. Acredita que algumas vitórias ajudariam a recuperar o ânimo.
Bloqueios e retornos nas equipes especiais
Uma pergunta de Walk ons aborda o trabalho para criar espaços nos retornos, buscando um ganho longo ou até um touchdown.
Foulk vê o coordenador Kerry Coombs como alguém disposto a testar alternativas. Bryson Kuzdzal tem demonstrado vontade de produzir uma grande jogada nos kickoffs.
A autora pondera o risco de deixar um ataque em dificuldade antes da linha de 25 jardas. Ainda assim, considera que a necessidade de encontrar pontos por outras vias pode justificar a tentativa. A defesa já ajudou com campos curtos e pontuação própria.
Nos punts, houve boas atuações, mas também bolas mal controladas por Andrew Marsh. Ele já demonstrou explosão, porém acumulou mais erros nesta temporada. Para Foulk, esse ajuste parece menos complexo do que resolver os problemas ofensivos.