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Análise

Purdy contra as blitzes: três números para 49ers x Commanders

Washington pressiona com jogadores extras em 37,7% dos recuos. San Francisco também precisa conter Daniels para buscar um início de 6–0.

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Brock Purdy, dos San Francisco 49ers, faz um gesto para a torcida após o jogo contra os Seattle Seahawks no Lumen Field, em 11 de outubro de 2026.
Brock Purdy, dos San Francisco 49ers, faz um gesto para a torcida após o jogo contra os Seattle Seahawks no Lumen Field, em 11 de outubro de 2026.Crédito: Alika Jenner/Getty Images

Depois da importante vitória divisional sobre o Seattle Seahawks na Semana 5, o San Francisco 49ers inicia seu trecho mais longo do calendário sem enfrentar um rival da NFC West. O primeiro compromisso será contra o Washington Commanders, no Monday Night Football.

Washington já ajudou San Francisco ao impor a primeira derrota de Seattle na Semana 3. Agora, uma vitória dos 49ers sobre os Commanders ampliaria sua vantagem na divisão.

O desafio será evitar uma queda de rendimento diante de um adversário que Andrew Pasquini considera inferior. A análise destaca três números para o confronto: 37,7%, 67,7 e quatro.

37,7%: a frequência das blitzes de Washington

Os Commanders enviam jogadores extras para pressionar o quarterback em 37,7% dos recuos para passe adversários, a segunda maior frequência da NFL no levantamento citado.

Contra Seattle, Brock Purdy sofreu os três primeiros sacks permitidos pelos 49ers nesta temporada. Agora, o ataque enfrentará uma defesa que envia um ou dois pressionadores adicionais com bastante regularidade.

Brock Purdy cumprimenta a torcida depois do jogo dos 49ers em Seattle.

A quantidade de blitzes, porém, ainda não se traduziu em uma defesa aérea eficiente. Washington aparece em nono em taxa de pressão e em sexto em frequência de lançamentos apressados, mas tem apenas nove sacks, o 24º total da liga.

Quando a pressão não derruba o quarterback, as fragilidades da secundária ficam expostas. Os Commanders chegam ao confronto com:

  • 255 jardas aéreas cedidas por jogo, o quarto maior total;
  • 14 passes para touchdown permitidos, empatados na maior marca;
  • 67 primeiras descidas cedidas por passe, o terceiro maior número.

Purdy começou a temporada em excelente nível. Para Pasquini, pode manter a sequência contra essa secundária, desde que o ataque encontre respostas para as blitzes de Dan Quinn.

67,7: a média de jardas terrestres de Jayden Daniels

Jayden Daniels tem média de 67,7 jardas corridas por partida. Com Jacory Croskey-Merritt fora do jogo por uma lesão na virilha, o quarterback precisará assumir uma parcela ainda maior da produção terrestre.

Na entrada da Semana 6, Daniels era o oitavo entre os quarterbacks em tentativas de corrida, com 21. O volume só não era maior porque ele havia perdido duas partidas.

Mesmo com essas ausências, suas 203 jardas pelo chão o colocavam em segundo na posição, atrás apenas de Josh Allen. O quarterback de Buffalo tinha 239 jardas em cinco jogos, usando o dobro de tentativas.

Na avaliação do autor, os 49ers dificilmente encontrarão nesta temporada uma ameaça terrestre mais produtiva entre os quarterbacks.

A defesa de Raheem Morris já enfrentou um jogador da posição com mais corridas que Daniels: Malik Willis, na vitória sobre o Miami Dolphins na Semana 2.

Willis também é perigoso com as pernas. No recorte apresentado, tinha 186 jardas em 27 corridas, terceiro maior total entre quarterbacks. Sua média de 6,9 jardas por tentativa era a quarta entre aqueles com pelo menos 15 corridas.

Contra San Francisco, porém, terminou com apenas seis jardas em duas tentativas, seu menor total do ano. Pasquini não espera um uso tão limitado de Daniels: projeta que o coordenador ofensivo David Blough chamará pelo menos duas corridas desenhadas para ele, além das oportunidades de improviso.

Quatro: os começos de 6–0 na história da franquia

Incluindo a passagem pela antiga AAFC, os 49ers começaram com seis vitórias e nenhuma derrota em quatro temporadas: 1948, 1984, 1990 e 2019. Uma vitória na segunda-feira acrescentaria 2026 à lista.

Nos três casos da era do Super Bowl, a equipe chegou pelo menos à final da NFC. O precedente é favorável, embora não garanta sucesso nos playoffs.

1948: 12 vitórias sem jogo de pós-temporada

O começo de 6–0 em 1948 foi o único que não levou a uma partida de playoffs. San Francisco terminou 12–2, enquanto o Cleveland Browns fechou a temporada regular com 14–0 e ganhou o título da AAFC ao derrotar o Buffalo Bills daquela liga, uma franquia distinta do atual clube da NFL.

Entre os adversários dos 49ers naquele campeonato estavam equipes de futebol americano chamadas New York Yankees, Brooklyn Dodgers, Los Angeles Dons e Chicago Rockets.

1984: vitória de segunda-feira antes do segundo título

O time de 2026 tem a chance de repetir um detalhe de 1984: alcançar 6–0 com uma vitória no Monday Night Football sobre um adversário da NFC East.

Naquela temporada, San Francisco venceu o New York Giants por 31 a 10. A invencibilidade acabou no jogo seguinte, contra Pittsburgh, mas os 49ers conquistaram seu segundo Super Bowl ao fim da campanha.

1990: dez vitórias seguidas e queda na final da NFC

A sexta vitória de 1990 veio contra o Pittsburgh Steelers, na Semana 7, conforme o calendário histórico oficial dos 49ers.

A sequência continuou até a Semana 12, quando uma derrota para os Rams deixou a campanha em 10–1. San Francisco terminou 14–2, mas perdeu a final da NFC para os Giants, que haviam feito 13–3 e depois conquistariam o Super Bowl XXV.

2019: lama em Washington e viagem ao Super Bowl

O caso mais recente ocorreu na terceira temporada de Kyle Shanahan no comando. Os 49ers chegaram a 6–0 com uma vitória de 9 a 0 em um jogo chuvoso e de campo pesado em Washington.

A invencibilidade durou mais algumas semanas, até uma derrota para Seattle encerrar a sequência em oito vitórias. San Francisco voltou ao Super Bowl, mas perdeu para o Kansas City Chiefs em Miami.

Começar 6–0 não assegura um título. Ainda assim, para Pasquini, a história oferece um motivo adicional de otimismo caso os 49ers consigam mais uma vitória na segunda-feira.

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