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Análise

Raiders: onde o jogo terrestre está falhando?

Philip Robinson analisa bloqueios, previsibilidade do esquema e decisões dos running backs após o confronto com os Chiefs. A responsabilidade passa por diferentes setores.

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Ashton Jeanty enfrenta a defesa dos Chiefs.
Ashton Jeanty enfrenta a defesa dos Chiefs.Crédito: Ethan Miller/Getty Images

O jogo terrestre dos Raiders não funcionou com eficiência contra os Chiefs. Na análise de Philip Robinson, há responsabilidade da linha ofensiva, do desenho das jogadas e dos próprios corredores, além do mérito da defesa de Kansas City.

Peter Woods, Felix Anudike-Uzomah, Chris Jones e Khyiris Tonga dificultaram os bloqueios durante toda a partida. Os defensores iniciaram o contato, resistiram a bloqueios duplos e combinações e atrapalharam os caminhos dos linemen até os linebackers no segundo nível.

Em uma jogada destacada, Jones preservou a responsabilidade sobre dois espaços: manteve a vantagem pelo lado externo, deixou o espaço interno momentaneamente aberto e superou o bloqueio de Caleb Rogers. Mike Washington Jr. precisou voltar para a direção em que havia ajuda defensiva. O que parecia uma abertura e uma opção de corte terminou em corrida contida.

Spencer Burford teve momentos positivos, mas também foi derrubado rapidamente por um defensive tackle. Washington precisou reagir, escapar pelo lado de fora e salvar jardas positivas.

Um esquema previsível

Klint Kubiak reconheceu que precisa desenhar melhor o jogo terrestre. Robinson concorda: embora utilize formações de 12 e 13 personnel — com um running back e dois ou três tight ends — mais do que qualquer outro time, o ataque não obtém o retorno esperado.

Para o autor, falta criatividade. Muitas movimentações antes do snap indicam à defesa exatamente onde a bola irá. Isso pode funcionar com superioridade numérica ou física, mas as tendências ficam mais claras conforme os adversários acumulam vídeo.

Robinson cita corridas de inside zone em primeiras descidas e tentativas pelas pontas nas segundas, quando não há passe. Vê poucas inversões, fly sweeps, counters, draws ou screens para running backs.

Steve Spagnuolo e sua defesa reagiram de forma organizada. Quando um recebedor ou tight end cruzava atrás do center em movimento, os linebackers acompanhavam, e um safety descia para criar superioridade em um lado da linha.

O autor ressalta que uma linha pode aparecer bem nas métricas de vitórias nos bloqueios terrestres e, ainda assim, produzir pouco quando defensores extras ficam sem bloqueio. Sua avaliação da unidade como top 10 é atribuída a levantamentos de sites de análise, sem um ranking específico detalhado no texto.

Falta de avanço na linha

Sem acompanhar as reuniões internas, Robinson não afirma conhecer todas as responsabilidades do esquema. Na revisão em velocidade reduzida, considera Tyler Linderbaum o melhor em participar de um bloqueio duplo e avançar ao segundo nível. Burford também aparece puxando para abrir caminho.

Os problemas ficam mais claros nas situações de poucas jardas. A jogada de empurrão com Connor Heyward tem funcionado, mas depender dela a mais de três jardas da conversão reduz sua utilidade.

Os Raiders enfrentam a maior proporção de boxes carregados de defensores, segundo o texto. Ashton Jeanty recebe contato no backfield com frequência elevada.

Quando um lineman é empurrado para trás, o prejuízo vai além do corredor: bloqueadores que puxam ou vêm em movimento encontram um companheiro no caminho e não chegam ao destino. Isso aconteceu várias vezes contra Kansas City.

Visão, confiança e aceleração

Robinson também cobra os running backs. Usa a antiga crítica à visão de Trent Richardson como comparação para explicar que, na NFL, os espaços abrem e fecham em frações de segundo.

O corredor precisa identificar a abertura, decidir rapidamente e acelerar. Na avaliação do autor, algumas oportunidades estão sendo desperdiçadas porque os jogadores não enxergam o espaço ou não confiam que conseguirão atravessá-lo a tempo.

Nas corridas externas, procurar um corte de volta cedo demais pode impedir o ataque ao espaço previsto. Para Robinson, a dificuldade de acelerar pelas aberturas ajuda a explicar por que o setor não consegue produzir.

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