Saints x Vikings: blitz de Flores e jogo terrestre definem desafios
Kellen Moore terá de preparar o ataque de Nova Orleans para a pressão de Minnesota. Defesa dos Saints também precisa conter Aaron Jones.
Os Saints recebem os Vikings buscando melhorar a campanha para 2–3. Minnesota chega invicto, com 4–0, apoiado por uma defesa que impõe um dos desafios mais difíceis da NFL. A análise de Kyle Besson destaca três confrontos capazes de decidir a partida.
Kellen Moore contra Brian Flores
Brian Flores é apontado pelo colunista como um dos melhores coordenadores defensivos da liga e alguém que merece outra oportunidade como head coach. Sua defesa combina pressão e disfarces para desorganizar as proteções adversárias.
A frequência de blitz de Minnesota está em torno de 70% dos dropbacks, segundo o panorama oficial publicado pelos Saints em 8 de outubro. É um teste especialmente difícil para um ataque que tem enfrentado problemas contra pressão extra.
Na avaliação de Besson, o problema de Nova Orleans vai além da linha ofensiva: a estrutura das jogadas também precisa oferecer respostas. O ataque de Moore mostrou sinais de evolução no fim de 2025, mas a atuação da Semana 4 lembrou as dificuldades da abertura de 2026.
Aaron Jones contra a defesa terrestre dos Saints
Aaron Jones vive uma recuperação de desempenho em Minnesota. O ataque terrestre dos Vikings ocupa a 17ª posição no recorte usado na análise, enquanto os Saints aparecem com a terceira pior defesa contra corridas.
O contexto ajuda a explicar parte da diferença: Nova Orleans enfrentou alguns dos principais running backs da liga nas quatro primeiras semanas. Contra os Raiders, permitiu 113 jardas em 27 corridas. Uma possível ausência de Kaden Elliss também pesaria no confronto.
A necessidade de correr melhor
O ataque terrestre dos Saints aparece como o sexto pior, diante de uma defesa de Minnesota que ocupa a sétima posição contra corridas. Tyler Shough já tentou 180 passes, média de 45 por partida. Depender tanto do passe amplia a exposição ao blitz de Flores.
Alvin Kamara já não está na mesma fase física de seus melhores anos, mas continua sendo uma peça útil. A saída de Travis Etienne aumentou a responsabilidade de Moore de encontrar soluções com as opções disponíveis. Estabelecer a corrida ajudaria a reduzir a pressão sobre Shough e a tornar o plano ofensivo menos previsível.